02 outubro, 2017

Nota de esclarecimento à comunidade escolar

Vivemos em um período de incertezas em relação ao futuro da escola pública e de ameaças sérias que lhe tiram boa parte das condições de realizar o trabalho que dela se espera, ou seja, o ensino de qualidade. Além de que esta cumpra com o segundo artigo da lei de diretrizes e bases promovendo o desenvolvimento pleno do educando, preparando-o para o exercício da cidadania e qualificando-o para o trabalho, inspirado nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana. O mesmo artigo declara que a educação é dever da FAMÍLIA e do ESTADO. Em meio a essa crise de valores, deveres e compromissos das diferentes partes envolvidas no processo educativo, acreditamos ser fundamental a ampliação do debate junto à comunidade.
Resultado de seguidas gestões comprometedoras, a crise financeira enfrentada pelo Estado do Rio Grande do Sul é, sabidamente, uma das piores de sua história. Logicamente, somos capazes de reconhecer essa difícil situação, porém, não sem questionar algumas posições adotadas pelo governo que mais uma vez escolhe a educação e seus profissionais para pagarem a conta do difícil momento. Como trabalhadores em educação, independente da função que exercemos, somos conscientes do papel que a escola e que cada professor e funcionário exerce na vida de centenas de crianças, jovens e adolescentes que em muitas situações têm a escola como sua segunda casa e que, portanto, sem exageros, estabelecem no ambiente escolar uma segunda relação familiar. Optamos pela greve como último recurso devido ao:

- descumprimento, desde 2008 , da lei do piso nacional;
- pelo congelamento dos salários até 2020 (ações essas que fazem atualmente da remuneração do profissional em educação no Rio Grande do Sul a mais baixa do país);
- por 22 meses de parcelamento e, agora o escalonamento no pagamento dos servidores públicos estaduais;
- Pelo parcelamento do 13° salário;
- Pela proposta de parcelar o 13° salário de 2017 em 24 vezes;



Entre outras perdas que já tivemos em nosso plano de carreira. Mantemos a greve pois até o momento o governo não tem dado atenção as nossas reivindicações. Queremos deixar claro que não é uma decisão fácil pois também sofremos as consequências dessa ação. Somos profissionais responsáveis, porém críticos e cientes de que somos exemplo para nossos alunos e sociedade, de que não devemos aceitar passivamente a perda de direitos e principalmente, o descaso com a educação. Essa nota de esclarecimento sobre o posicionamento da escola e do grupo de profissionais que a formam não é uma nota política partidária e nem mesmo sindical. A escola pública corre risco! 

15 setembro, 2017

Reflita! A manobra está em trânsito! Escolha seu sonho e assuma seu papel dentro dele! 

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