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Minha foto Professor Gabriel
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Graduado e mestre em História pela Universidade de Passo Fundo. Professor, historiador e apaixonado pelo ofício de ensinar. Um sonhador que acredita na capacidade transformadora da educação pública. Atualmente, gestor de uma escola da rede pública de educação do Rio Grande do Sul.

O Feudalismo


  Entre os séculos X e XIII, consolidou-se na Europa um novo sistema político, econômico, social e cultural bastante diferente do que era conhecido na Antiguidade. Esse sistema foi chamado de feudalismo. As principais características dessa nova organização eram o modo de vida predominantemente rural, a economia agrária, o poder político fragmentado, a rígida divisão social, o enfraquecimento de muitas cidades e das atividades comerciais em determinados períodos, a menor circulação de moedas e a forte religiosidade. O sistema feudal predominou em várias regiões da Europa, porém não da mesma forma em todos os lugares. Ou seja, apresentou diferenças de acordo com a época e a região.

Características gerais do feudalismo

  Embora o feudalismo não tenha se desenvolvido da mesma maneira em todas as regiões da Europa, algumas características aparecem com frequência e ajudam a compreender o funcionamento desse sistema.

  Uma das principais características era o poder político fragmentado. Os reis continuavam existindo, mas, em muitas regiões, dividiam sua autoridade com nobres, condes, duques, bispos e outros grandes proprietários de terras. Esses senhores podiam administrar a justiça, cobrar tributos, organizar forças militares e estabelecer regras dentro de seus domínios. Por isso, em vez de um poder totalmente concentrado nas mãos do rei, existiam vários centros de poder espalhados pelo território.

  A sociedade feudal também era marcada por uma forte hierarquização social. Costuma-se dizer que se tratava de uma sociedade estamental, isto é, dividida em grupos sociais definidos principalmente pelo nascimento e pela função atribuída a cada um deles. Uma representação bastante conhecida da época dividia a sociedade entre aqueles que oravam, aqueles que guerreavam e aqueles que trabalhavam. Na prática, porém, a sociedade medieval era mais diversa do que essa divisão sugere.

  O modo de vida era predominantemente agrário. A maior parte da população vivia no campo, e a agricultura e a criação de animais constituíam as principais atividades econômicas. A terra era uma das mais importantes fontes de riqueza e poder, e grande parte da produção estava ligada aos senhorios rurais.

  Durante os primeiros séculos da Idade Média, muitas regiões da Europa também passaram por um enfraquecimento da vida urbana e das atividades comerciais em comparação com o período de maior desenvolvimento do Império Romano. Algumas cidades diminuíram de tamanho e várias rotas comerciais perderam importância. Isso não significa, entretanto, que as cidades e o comércio tenham desaparecido completamente. Mercados locais, feiras e trocas entre diferentes regiões continuaram existindo.

  A circulação de moedas também foi menor em determinadas regiões e períodos, especialmente quando comparada à economia do antigo mundo romano. Parte das obrigações e das trocas era realizada por meio da entrega de produtos ou da prestação de serviços. Mesmo assim, a moeda não desapareceu e continuou sendo utilizada em várias atividades econômicas.

  Outra característica importante foi o regime de trabalho marcado pela servidão. Grande parte dos trabalhadores rurais estava submetida a relações de dependência com os senhores das terras em que vivia e trabalhava. Os servos não eram escravos e não podiam ser vendidos como mercadorias, mas estavam sujeitos a diferentes obrigações, como prestar dias de trabalho nas terras do senhor, entregar parte da produção e pagar determinadas taxas.

  Essas características estavam relacionadas entre si. A importância da terra reforçava o poder dos grandes proprietários; a fragmentação política fortalecia autoridades locais; a predominância da vida rural contribuía para a importância da agricultura; e a servidão ajudava a sustentar economicamente os grupos dominantes. Ao mesmo tempo, essas relações não permaneceram imóveis. A partir do século XI, o crescimento da população, da produção agrícola, das cidades e do comércio começou a transformar progressivamente a sociedade feudal.

A origem do feudalismo


  O feudalismo não surgiu de uma única causa nem foi criado de uma só vez. Sua formação foi resultado de um longo processo de transformações iniciado ainda durante a crise do Império Romano do Ocidente e continuado nos primeiros séculos da Idade Média.

   A partir do século III, o Império Romano passou a enfrentar dificuldades políticas, econômicas e militares. Ao mesmo tempo, diferentes povos germânicos e outros grupos passaram a ocupar partes de seu território, por meio de migrações, acordos e também conflitos. A insegurança existente em algumas regiões e as dificuldades enfrentadas por várias cidades contribuíram para que a vida no campo ganhasse maior importância. Esse processo ficou conhecido como ruralização.

   No ano de 476, o último imperador romano do Ocidente foi deposto. Nas terras que antes pertenciam ao Império surgiram diferentes reinos, muitos deles governados por povos germânicos. Entre esses reinos destacou-se o dos francos, que mais tarde alcançou grande importância durante o governo de Carlos Magno.

   Após a morte de Carlos Magno e a divisão do Império Carolíngio, no século IX, o poder político tornou-se ainda mais fragmentado em várias regiões. Além disso, novas invasões e ataques de vikings, magiares e muçulmanos aumentaram a insegurança. Diante dessa realidade, muitos proprietários locais fortaleceram seus próprios exércitos, fortificações e formas de administração.

   Foi nesse longo processo, especialmente entre os séculos IX e XII, que se consolidaram muitas das características que costumamos associar ao feudalismo.

O poder da Igreja

   O cristianismo ganhou grande importância ainda durante o Império Romano. No final do século IV, tornou-se a religião oficial do Império. Durante a Idade Média, a Igreja Católica transformou-se em uma das instituições mais importantes da sociedade europeia. 

    A Igreja possuía terras, recebia doações e cobrava o dízimo em muitas regiões. Bispos e abades podiam controlar grandes propriedades e participar diretamente das relações políticas. Mosteiros também tiveram papel importante na preservação e cópia de manuscritos, na educação de parte da população e na assistência a pobres e doentes.

   A religião estava presente em muitos aspectos da vida medieval. Festas, casamentos, funerais, calendários e costumes estavam profundamente ligados ao cristianismo. A Igreja procurava estabelecer normas de comportamento e orientar a vida religiosa dos fiéis.

   Seu poder, entretanto, não significava um controle absoluto sobre todas as pessoas e ideias. Dentro da própria Igreja existiam debates e conflitos, e também surgiram grupos que defendiam ideias consideradas contrárias aos ensinamentos oficiais.

   A partir do século XIII, a Igreja organizou tribunais de Inquisição para investigar pessoas e grupos acusados de heresia, isto é, de defender ideias consideradas contrárias à doutrina oficial da Igreja. Esses tribunais não atuaram da mesma maneira em todos os lugares e períodos.

A política feudal

  Uma das principais características do feudalismo foi a fragmentação do poder político. Os reis continuavam existindo, mas seu poder variava bastante de um reino para outro. Em muitas regiões, grandes proprietários de terras, condes, duques, bispos e outros senhores exerciam autoridade sobre seus próprios territórios.

  Esses senhores podiam cobrar tributos, administrar a justiça, manter exércitos e estabelecer regras locais. Por isso, formaram-se vários centros de poder.

   Isso não significa que os reis fossem sempre fracos ou que os senhores feudais fossem completamente independentes. As relações políticas medievais eram formadas por alianças, obrigações e disputas entre diferentes grupos de poder.

As relações de poder

  Entre os nobres desenvolveram-se relações conhecidas como suserania e vassalagem. Elas eram estabelecidas principalmente entre membros da aristocracia e não devem ser confundidas com as relações entre senhores e camponeses. 

   Aquele que concedia um benefício ou direito era chamado de suserano, enquanto aquele que o recebia e jurava fidelidade era chamado de vassalo. O bem concedido podia ser chamado de feudo e muitas vezes envolvia terras, rendimentos ou direitos.

   A relação era firmada por meio de uma cerimônia de homenagem e de um juramento de fidelidade. O vassalo assumia o compromisso de prestar auxílio militar e aconselhamento ao suserano. O suserano, por sua vez, comprometia-se a garantir proteção e respeitar os direitos concedidos ao vassalo.

   Essas relações podiam formar redes bastante complexas. Um nobre podia ser vassalo de um senhor e, ao mesmo tempo, suserano de outros. Os próprios reis também participavam dessas relações e precisavam negociar constantemente com outros nobres.

A sociedade feudal

   A sociedade feudal era profundamente hierarquizada e marcada por grandes diferenças sociais. A posição de uma pessoa dependia muito do nascimento, e as possibilidades de mudança social eram bastante limitadas. Na época, tornou-se conhecida uma divisão da sociedade em três grandes grupos: os que oravam, os que guerreavam e os que trabalhavam. Essa divisão representava uma forma de explicar a organização da sociedade, mas não mostrava toda a diversidade existente no mundo medieval.

Clero

   O clero era formado pelos membros da Igreja, como o papa, cardeais, bispos, abades, monges e padres. Muitos membros do alto clero pertenciam a famílias nobres e podiam controlar grandes extensões de terra. Na visão cristã medieval, cabia ao clero cuidar da vida espiritual da sociedade, celebrar os sacramentos e orientar os fiéis.

Nobreza

    A  nobreza estava ligada à posse de terras, ao exercício do poder e à atividade militar. Reis, duques, condes, barões e cavaleiros faziam parte desse grupo. Os nobres costumavam dedicar-se à guerra, à caça, aos torneios e à administração de suas propriedades. O trabalho braçal era geralmente considerado incompatível com o ideal de vida da nobreza.

Camponeses e outros trabalhadores

   A  maior parte da população medieval vivia no campo. Entre os trabalhadores rurais existiam diferentes condições: havia camponeses livres, pequenos proprietários, trabalhadores dependentes e servos. A servidão foi uma das formas de trabalho existentes em muitas regiões da Europa feudal. O servo não era escravo. Ele não era propriedade do senhor e não podia ser vendido como uma mercadoria. Entretanto, estava ligado à terra em que vivia e devia cumprir diferentes obrigações. Nas cidades também viviam artesãos, comerciantes e outros trabalhadores. Isso mostra que a sociedade medieval era mais complexa do que a tradicional divisão em três grupos pode sugerir.

A economia feudal

   A base da economia feudal era a agricultura e a criação de animais. A terra era uma das principais fontes de riqueza e poder.   Em muitas regiões, a produção estava organizada em torno do senhorio, isto é, um conjunto de terras e direitos controlados por um senhor. É importante não confundir senhorio e feudo. O senhorio estava ligado principalmente à exploração da terra e às relações entre o senhor e os trabalhadores. O feudo estava relacionado, sobretudo, às relações entre os nobres.

  Os senhorios normalmente possuíam áreas utilizadas diretamente pelo senhor e outras parcelas trabalhadas pelas famílias camponesas. Também podiam existir bosques, pastagens e áreas de uso comum. 

   O manso senhorial correspondia às terras reservadas ao senhor. Nessas áreas eram produzidos alimentos e outros bens destinados principalmente ao sustento do senhor, de sua família e de seus dependentes. Parte do trabalho nessas terras era realizada pelos servos por meio da corveia. O manso servil era formado pelos lotes utilizados pelas famílias camponesas. Neles, os servos cultivavam alimentos para sua própria sobrevivência, mas também estavam sujeitos a diferentes obrigações, como entregar parte da produção ao senhor e prestar determinados serviços.

Já o manso comum reunia áreas de uso coletivo, como bosques, pastagens e, em algumas regiões, rios e áreas não cultivadas. Esses espaços podiam ser utilizados para pastoreio, coleta de lenha, caça, pesca ou obtenção de outros recursos, de acordo com as regras e costumes locais. 

Essa divisão não existia exatamente da mesma forma em todos os senhorios, mas ajuda a compreender como a terra era organizada e como se estabeleciam as relações entre o senhor e os camponeses.


    Durante muito tempo, foi comum afirmar que cada feudo era completamente autossuficiente. Hoje sabemos que isso é uma simplificação. Os camponeses produziam grande parte daquilo que consumiam, mas produtos também circulavam entre aldeias, propriedades, mercados e cidades. A moeda continuou sendo utilizada, embora sua circulação variasse bastante conforme a região e o período.

As obrigações servis

    Além de produzirem para sua própria sobrevivência, os servos estavam sujeitos a diferentes obrigações. Essas obrigações podiam variar de uma região para outra, mas entre as mais conhecidas estavam:

Corveia: obrigação de trabalhar determinados dias nas terras diretamente controladas pelo senhor, sem receber pagamento por esse trabalho.

Talha: entrega ao senhor de uma parte da produção realizada pelo camponês.

Banalidades: taxas cobradas pelo uso de equipamentos e instalações controladas pelo senhor, como moinhos, fornos e lagares.

Além dessas obrigações, podiam existir outros impostos, pagamentos e serviços. O dízimo, entregue à Igreja, correspondia a uma obrigação religiosa e não a um imposto cobrado diretamente pelo senhor feudal.

Os servos estavam submetidos a uma relação de dependência e exploração. Ao mesmo tempo, possuíam determinados direitos reconhecidos pelos costumes locais e podiam reagir às exigências dos senhores por meio de negociações, fugas, recusas e revoltas.

Transformações da sociedade feudal

  Entre os séculos XI e XIII, várias regiões da Europa passaram por importantes transformações. A produção agrícola aumentou, a população cresceu, o comércio ganhou força e muitas cidades se desenvolveram.

  Um período de maior estabilidade em determinadas regiões favoreceu o crescimento da população. Para alimentar mais pessoas, foi necessário ampliar a produção agrícola. Novas áreas foram utilizadas para o cultivo por meio da derrubada de florestas e da drenagem de pântanos.

  Também ocorreram mudanças nas técnicas agrícolas. Em algumas regiões difundiu-se a rotação trienal, em que as terras eram divididas em três partes. Duas eram cultivadas, enquanto uma permanecia em descanso para recuperar sua fertilidade.

  Novos instrumentos e técnicas também contribuíram para aumentar a produção. A utilização de ferramentas de ferro, o aperfeiçoamento da charrua, o uso da ferradura e de novos sistemas de atrelagem e a expansão dos moinhos de água e de vento facilitaram o trabalho agrícola.

   Essas transformações não ocorreram da mesma maneira em toda a Europa, mas contribuíram para aumentar a produção e sustentar uma população maior.

Comércio e crescimento das cidades

   O aumento da produção agrícola e da população também favoreceu a intensificação das atividades comerciais. Mercados e feiras passaram a reunir comerciantes de diferentes regiões, e antigas rotas comerciais foram ampliadas.

   A partir dos séculos XI e XII, algumas feiras tornaram-se importantes centros de comércio. Muitas cidades antigas cresceram novamente e novos centros urbanos surgiram próximos a castelos, mosteiros, portos, pontes e cruzamentos de estradas.

  As cidades medievais eram muitas vezes chamadas de burgos. Com seu crescimento, ganharam importância os mercadores e artesãos. Entre esses grupos começou a se destacar a burguesia, ligada principalmente às atividades comerciais, financeiras e artesanais.

  Foi comum nas cidades a organização dos artesãos em corporações de ofício. Essas associações regulavam a produção, controlavam a qualidade dos produtos, organizavam a formação dos trabalhadores e estabeleciam regras para o exercício das diferentes profissões.

    Muitas cidades estavam inicialmente submetidas a senhores feudais ou autoridades religiosas. Com seu crescimento, seus habitantes passaram a lutar por maior liberdade e autonomia, conquistando ou comprando direitos e privilégios.

Crise e transformações do feudalismo

   As mudanças iniciadas a partir do século XI não provocaram o fim imediato do feudalismo. Durante muito tempo, relações feudais, servidão, comércio e crescimento urbano coexistiram.

   A partir do século XIV, entretanto, a Europa enfrentou novas dificuldades. Más colheitas provocaram crises de abastecimento e fome em algumas regiões. Entre 1315 e 1317, por exemplo, uma grande crise de fome atingiu partes do norte europeu.

   Poucas décadas depois, a Peste Negra chegou à Europa e provocou uma enorme redução da população. A doença espalhou-se principalmente a partir de 1347 e atingiu cidades e campos.

    Com a diminuição da população, faltaram trabalhadores em diversas regiões. Isso alterou as relações entre senhores e camponeses. Em alguns lugares, os trabalhadores passaram a exigir melhores condições, enquanto os senhores tentavam manter antigas obrigações.

    Ao mesmo tempo, guerras aumentaram os impostos, prejudicaram a produção e provocaram destruições. A Guerra dos Cem Anos, travada principalmente entre França e Inglaterra, foi um dos grandes conflitos desse período.

  As dificuldades também provocaram revoltas camponesas e urbanas. Muitos camponeses questionaram antigas obrigações e passaram a lutar contra formas de exploração.

  Essas transformações contribuíram para modificar profundamente a sociedade feudal. Porém, o feudalismo não terminou de uma única vez nem na mesma data em toda a Europa. Em algumas regiões, antigas relações desapareceram mais rapidamente; em outras, permaneceram durante muito tempo.

   Ao mesmo tempo, as cidades ganharam força, o comércio continuou crescendo e alguns reis começaram a ampliar seu poder. Como ainda vamos estudar, essas mudanças contribuíram para o fortalecimento das monarquias europeias.

As Cruzadas

  As Cruzadas foram expedições militares organizadas principalmente entre os séculos XI e XIII. Em 1095, durante o Concílio de Clermont, o papa Urbano II convocou os cristãos do Ocidente para uma expedição militar em direção ao Oriente.

  Um dos objetivos declarados era conquistar Jerusalém e outros lugares considerados sagrados pelos cristãos.   Os participantes das Cruzadas recebiam benefícios religiosos, entre eles indulgências relacionadas ao perdão das penas pelos pecados.

  A religião foi uma motivação fundamental para muitos participantes. Entretanto, também existiram interesses políticos, sociais e econômicos. Alguns nobres buscavam prestígio, terras e novas oportunidades. Cidades comerciais, principalmente italianas, procuravam ampliar sua participação nas rotas do Mediterrâneo.

   A Primeira Cruzada começou em 1096 e conquistou Jerusalém em 1099. Durante os séculos XII e XIII ocorreram outras expedições. Tradicionalmente, os livros escolares costumam apresentar oito grandes Cruzadas ao Oriente, embora o movimento cruzadístico tenha sido mais amplo e complexo.

   As Cruzadas também foram marcadas por muita violência. Além dos confrontos entre cristãos e muçulmanos, ocorreram ataques contra comunidades judaicas e conflitos entre os próprios cristãos. Durante a Quarta Cruzada, por exemplo, cruzados ocidentais conquistaram e saquearam Constantinopla, uma cidade cristã, no ano de 1204.

   Os resultados das Cruzadas foram variados. Jerusalém voltou ao controle muçulmano em 1187 e, em 1291, os cruzados perderam Acre, um de seus últimos grandes centros no Oriente.

   As Cruzadas contribuíram para intensificar contatos políticos, culturais e comerciais entre diferentes regiões do Mediterrâneo. Cidades como Veneza e Gênova ampliaram sua participação nas atividades comerciais. Entretanto, não podemos afirmar que as Cruzadas, sozinhas, foram responsáveis pelo crescimento do comércio ou pela crise do feudalismo. Elas fizeram parte de um conjunto muito maior de transformações que marcaram a sociedade medieval.


Atividades

  1. Explique por que o feudalismo não pode ser considerado um sistema que se desenvolveu da mesma maneira em todas as regiões da Europa.
  2. Quais eram as principais características gerais do feudalismo?
  3. O que significa afirmar que o poder político durante o feudalismo era fragmentado?
  4. Por que a sociedade feudal pode ser considerada uma sociedade estamental?
  5. Explique de que maneira a ruralização contribuiu para a formação do feudalismo.
  6. Qual foi a importância da fragmentação do Império Carolíngio para o fortalecimento dos poderes locais?
  7. Explique por que a Igreja Católica se tornou uma das instituições mais importantes da sociedade medieval.
  8. O que eram as relações de suserania e vassalagem? Quem eram o suserano e o vassalo?
  9. Por que as relações de suserania e vassalagem não devem ser confundidas com as relações entre senhores e servos?
  10. Como estava organizada a sociedade feudal e quais eram as principais funções atribuídas ao clero, à nobreza e aos trabalhadores?
  11. Explique por que o servo não pode ser considerado um escravo.
  12. Qual é a diferença entre feudo e senhorio?
  13. Como o senhorio estava organizado? Explique a função do manso senhorial, do manso servil e do manso comum.
  14. O que eram corveia, talha e banalidades?
  15. Por que não é correto afirmar que a economia feudal era completamente autossuficiente ou que a moeda havia desaparecido?
  16. Quais transformações ocorridas entre os séculos XI e XIII contribuíram para aumentar a produção agrícola?
  17. De que maneira o aumento da produção agrícola e da população contribuiu para o crescimento do comércio e das cidades?
  18. O que eram os burgos e qual grupo social ganhou importância com o crescimento das atividades urbanas e comerciais?
  19. Qual era a função das corporações de ofício nas cidades medievais?
  20. Quais fatores contribuíram para as transformações e crises da sociedade feudal a partir do século XIV?
  21. De que maneira a Peste Negra afetou as relações entre senhores e trabalhadores em algumas regiões da Europa?
  22. Por que não podemos afirmar que o feudalismo terminou de uma única vez ou em uma data determinada?
  23. O que foram as Cruzadas e quais eram seus principais objetivos declarados?
  24. Além da religião, quais outros interesses estiveram envolvidos nas Cruzadas?
  25. Por que não é correto afirmar que as Cruzadas, sozinhas, foram responsáveis pelo crescimento do comércio ou pela crise do feudalismo?

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