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Minha foto Professor Gabriel
Minha foto Professor Gabriel
Graduado e mestre em História pela Universidade de Passo Fundo. Professor, historiador e apaixonado pelo ofício de ensinar. Um sonhador que acredita na capacidade transformadora da educação pública. Atualmente, gestor de uma escola da rede pública de educação do Rio Grande do Sul.


       Após a Independência do Brasil, declarada em 7 de setembro de 1822, o país adotou a Monarquia como forma de governo. Mesmo assim, a ideia de República já havia aparecido em diferentes movimentos, como a Inconfidência Mineira (1789), a Conjuração Baiana (1798), a Revolução Pernambucana (1817) e a Guerra dos Farrapos (1835–1845).

Durante boa parte do século XIX, porém, a Monarquia se manteve como regime político brasileiro. A partir da década de 1870, a situação começou a mudar. Cresceram as críticas ao governo imperial, surgiram novos grupos republicanos e aumentaram os conflitos envolvendo setores do Exército, da Igreja e das elites econômicas.

Em 1870 foi publicado no Rio de Janeiro o Manifesto Republicano, documento importante para a organização do movimento que defendia o fim da Monarquia. Poucos anos depois, republicanos ganharam força principalmente em São Paulo e em outras regiões do país. Ao mesmo tempo, parte dos militares passou a questionar a maneira como o Império tratava o Exército, enquanto conflitos entre o governo e membros da Igreja Católica também contribuíram para enfraquecer a autoridade imperial.

A Abolição da Escravidão, em 1888, representou uma das mais importantes transformações da história brasileira. Entretanto, o fim da escravidão também afastou da Monarquia parte dos grandes proprietários escravistas que esperavam receber indenizações pela perda dos trabalhadores escravizados. Isso não significa que todos os fazendeiros tenham se tornado republicanos, mas contribuiu para reduzir ainda mais a base de apoio do Império.

D. Pedro II ainda tentou promover reformas políticas por meio do gabinete do Visconde de Ouro Preto. As propostas não foram suficientes para conter o crescimento da oposição. Na manhã de 15 de novembro de 1889, tropas comandadas pelo marechal Deodoro da Fonseca derrubaram o gabinete imperial no Rio de Janeiro. A mudança de regime foi conduzida principalmente por militares e grupos republicanos, praticamente sem participação popular. No mesmo dia, formou-se um governo provisório republicano. A família imperial recebeu a ordem de deixar o país e embarcou para a Europa poucos dias depois.  Começava a República no Brasil.

O período entre 1889 e 1930 é tradicionalmente chamado de Primeira República ou República Velha. Para facilitar o estudo, costuma-se dividi-lo em duas etapas: a República da Espada (1889–1894), marcada pelos governos dos marechais Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto, e a chamada República Oligárquica (1894–1930), caracterizada pela grande influência das oligarquias estaduais sobre a política nacional.

Essas divisões são úteis para o estudo, mas não devem esconder a complexidade do período. A Primeira República foi marcada por disputas entre grupos políticos, transformações econômicas, crescimento das cidades, industrialização, imigração, conflitos sociais, movimentos populares e novas formas de participação política.

O governo provisório

 Com a queda da Monarquia, surgiu uma questão imediata: como organizar o novo regime? Por terem desempenhado papel decisivo no golpe de 15 de novembro, os militares assumiram inicialmente o controle do governo. O marechal Deodoro da Fonseca tornou-se chefe do Governo Provisório e passou a comandar a reorganização política do país.

Entre as principais medidas adotadas estavam:

 Instituição do federalismo: as antigas províncias do Império passaram a ser chamadas de estados e receberam maior autonomia política e administrativa. O governo federal continuava responsável pelas questões nacionais, como relações exteriores, defesa, moeda e legislação federal.

 Separação entre Igreja e Estado: o catolicismo deixou de ser a religião oficial. O Estado passou a reconhecer a liberdade religiosa e foi extinto o regime do padroado, pelo qual o governo imperial interferia em assuntos da Igreja.

 

Criação de novos símbolos nacionais: a nova República procurou construir símbolos que representassem o regime. A atual bandeira brasileira foi criada em 1889 por um grupo ligado ao positivismo. O lema “Ordem e Progresso” foi inspirado nas ideias do filósofo francês Auguste Comte.

 Grande naturalização: os estrangeiros que residiam no Brasil poderiam ser considerados brasileiros, a menos que declarassem a intenção de manter sua nacionalidade de origem.

 Convocação de uma Assembleia Constituinte: a mudança do regime exigia uma nova Constituição, capaz de substituir a Constituição monárquica de 1824.

O Encilhamento

Durante o Governo Provisório, o ministro da Fazenda Rui Barbosa procurou estimular a economia e ampliar o crédito disponível para empresas e investimentos. Bancos receberam maior possibilidade de emitir moeda e conceder empréstimos.

A intenção era facilitar a criação de empresas e incentivar novas atividades econômicas. Entretanto, o aumento do crédito também favoreceu intensa especulação financeira. Muitas empresas foram criadas apenas no papel, ações passaram a ser negociadas de maneira exagerada e a emissão monetária contribuiu para aumentar a inflação. Esse período de euforia financeira seguido por crise ficou conhecido como Encilhamento.

Durante muito tempo, Rui Barbosa foi apontado quase sozinho como responsável pelo problema. Hoje, porém, sabemos que a crise foi resultado de um conjunto mais amplo de fatores, incluindo a transição política, o aumento do crédito, a especulação e as próprias mudanças econômicas ocorridas após o fim da escravidão.

A Constituição de 1891

A Assembleia Constituinte iniciou seus trabalhos em novembro de 1890. Em 24 de fevereiro de 1891, foi promulgada a primeira Constituição republicana do Brasil. A nova Constituição modificou profundamente a organização política brasileira. O país passou a ser uma República Federativa presidencialista. Os estados receberam maior autonomia, e o presidente da República tornou-se chefe do Poder Executivo. O antigo Poder Moderador, existente durante o Império, foi eliminado. Permaneceram três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. O presidente teria mandato de quatro anos. Senadores e deputados continuariam formando o Congresso Nacional, mas agora dentro de uma estrutura republicana e federativa. A Constituição também estabeleceu a separação entre Igreja e Estado.

O direito ao voto

A República ampliou formalmente o número de homens que poderiam votar ao eliminar a exigência de renda mínima que existira durante parte do período imperial. Entretanto, a participação política continuou bastante limitada. O voto era direto e aberto, isto é, não existia sigilo eleitoral. Podiam votar os homens maiores de 21 anos que não estivessem entre os grupos excluídos pela legislação. Os analfabetos, que representavam grande parte da população, não podiam votar. Também estavam excluídos soldados de baixa patente e membros de determinadas ordens religiosas submetidos a regras de obediência.

As mulheres não tiveram seu direito ao voto reconhecido pelas autoridades eleitorais da época, embora a Constituição não as mencionasse explicitamente entre os grupos proibidos.Assim, apesar da mudança de Monarquia para República, a maioria da população brasileira continuava afastada das decisões políticas.

As primeiras eleições republicanas

A própria Assembleia Constituinte decidiu que a primeira eleição para presidente seria indireta. Em vez da população, os membros do Congresso escolheriam presidente e vice-presidente. A eleição ocorreu em fevereiro de 1891. Deodoro da Fonseca venceu Prudente de Moraes para a presidência, enquanto Floriano Peixoto foi escolhido vice-presidente.  Um detalhe importante é que presidente e vice eram votados separadamente. Por isso, Deodoro e Floriano, embora eleitos para governar juntos, pertenciam a grupos políticos diferentes.

O Governo de Deodoro da Fonseca (1891)

Depois de eleito pelo Congresso Nacional, Deodoro da Fonseca iniciou seu governo constitucional em 1891. Diferentemente do período provisório, quando governava sem uma Constituição republicana em vigor, agora o presidente precisava dividir o poder com o Congresso Nacional e respeitar as regras estabelecidas pela Constituição recém-promulgada.

Desde o início, porém, Deodoro enfrentou forte oposição no Congresso, onde havia muitos representantes ligados às oligarquias estaduais, especialmente aos grupos políticos de São Paulo. A crise econômica provocada pelo Encilhamento, as disputas entre diferentes grupos republicanos e as denúncias de favorecimento político contribuíram para aumentar o desgaste do governo.

A relação entre o presidente e o Congresso tornou-se cada vez mais tensa. Em 3 de novembro de 1891, Deodoro decidiu fechar o Congresso Nacional e anunciou a intenção de convocar novas eleições e promover mudanças na Constituição. A medida foi considerada autoritária por seus adversários e provocou forte reação de parlamentares, setores do Exército e, principalmente, da Marinha.

Poucos dias depois, oficiais da Marinha organizaram a chamada Primeira Revolta da Armada. Navios de guerra ancorados na Baía de Guanabara ameaçaram bombardear o Rio de Janeiro caso Deodoro não abandonasse suas medidas e reabrisse o Congresso.

Sem apoio político suficiente e temendo que o conflito provocasse uma guerra civil, Deodoro da Fonseca renunciou à Presidência em 23 de novembro de 1891, menos de um ano depois de ter sido eleito. Com sua renúncia, o vice-presidente Floriano Peixoto assumiu o governo, iniciando uma nova fase da República da Espada.


O governo de Floriano Peixoto (1891–1894)

A chegada de Floriano ao poder não resolveu imediatamente os problemas políticos. A própria legalidade de seu governo foi questionada. A Constituição determinava que, se a presidência ficasse vaga antes de completados dois anos do mandato, novas eleições deveriam ser realizadas. Como Deodoro havia permanecido pouco tempo no cargo, seus adversários defendiam uma nova eleição.

Floriano afirmava que essa regra não se aplicava àquela situação, já que a primeira eleição presidencial havia ocorrido de maneira indireta. O presidente permaneceu no cargo e procurou fortalecer a República. Reabriu o Congresso, afastou autoridades ligadas a Deodoro e construiu uma aliança política com setores republicanos, especialmente de São Paulo. Seu governo também procurou conter os efeitos da crise econômica e controlar manifestações contrárias ao regime. A maneira dura com que enfrentou seus adversários lhe rendeu o apelido de Marechal de Ferro. Floriano precisou enfrentar dois grandes conflitos: a Revolta da Armada e a Revolução Federalista.

A Revolta da Armada

A Marinha possuía setores descontentes com o governo de Floriano. Em 1893, oficiais liderados inicialmente pelo almirante Custódio de Melo se rebelaram e passaram a exigir mudanças políticas e a saída do presidente. Navios de guerra ancorados na Baía de Guanabara ameaçaram bombardear o Rio de Janeiro. O governo reagiu utilizando tropas do Exército, fortalezas e navios adquiridos no exterior. Depois de meses de confrontos, a revolta foi derrotada. A Revolta da Armada também se aproximou da Revolução Federalista que acontecia no Sul do Brasil, dando dimensão nacional à crise.

A Revolução Federalista (1893–1895)

No Rio Grande do Sul, a disputa política entre diferentes grupos republicanos provocou uma das guerras civis mais violentas da história brasileira. De um lado estavam os seguidores de Júlio de Castilhos, organizados no Partido Republicano Rio-Grandense (PRR) e defensores da Constituição estadual de 1891, que fortalecia o Poder Executivo. Esses grupos ficaram conhecidos como republicanos ou, posteriormente, chimangos.

Do outro lado estavam os federalistas, liderados por figuras como Gaspar Silveira Martins. Conhecidos como maragatos, criticavam o domínio castilhista e defendiam mudanças na organização política do estado. A revolta começou em 1893 e rapidamente se espalhou pelo Rio Grande do Sul. Os federalistas avançaram também por Santa Catarina e Paraná.

Floriano Peixoto apoiou o governo de Júlio de Castilhos, transformando a disputa regional em um conflito diretamente relacionado à consolidação da República. A guerra foi marcada por extrema violência, incluindo execuções e degolas realizadas pelos dois lados. O conflito terminou apenas em 1895, já durante o governo de Prudente de Moraes.

O início dos governos civis

Em 1894, Prudente de Moraes, político paulista, venceu a primeira eleição presidencial direta da República e tornou-se o primeiro presidente civil do país. Encerrava-se a chamada República da Espada e começava uma fase marcada pela maior presença das oligarquias estaduais no controle da política nacional. Oligarquia significa o governo ou o domínio exercido por um grupo relativamente pequeno de pessoas. Na Primeira República, as oligarquias eram formadas principalmente por grupos economicamente poderosos que controlavam partidos, governos estaduais e redes políticas locais.

A política na República Oligárquica

A Constituição de 1891 fortaleceu os estados ao estabelecer o federalismo. Governadores passaram a controlar importantes recursos e estruturas políticas regionais. Os estados mais ricos e politicamente organizados possuíam maior influência na política nacional. São Paulo e Minas Gerais foram especialmente importantes, mas não estavam sozinhos. Rio Grande do Sul, Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro e outros estados também exerciam influência e participavam das negociações que definiam candidaturas e alianças. Por isso, a política da Primeira República não deve ser apresentada como se São Paulo e Minas Gerais controlassem sozinhos, durante todo o período, cada decisão nacional.

Coronelismo

Uma das principais características da política da Primeira República foi o coronelismo. O coronel era geralmente um chefe político local, muitas vezes grande proprietário rural, comerciante importante ou pessoa de grande influência econômica e social. Em regiões onde o poder público era fraco, esses chefes locais podiam controlar empregos, serviços, proteção, acesso a médicos, crédito, terras e outros recursos importantes para a população. Como o voto era aberto, o eleitor podia sofrer pressão para votar nos candidatos apoiados pelo coronel. Essa influência podia ocorrer por diferentes meios: troca de favores, dependência econômica, ameaças, violência e fraudes eleitorais.

   O voto controlado dessa maneira ficou conhecido como voto de cabresto. Entretanto, o coronelismo não deve ser entendido apenas como o poder absoluto de fazendeiros sobre eleitores indefesos. Tratava-se de uma rede de compromissos entre chefes locais e governos estaduais. Os coronéis ajudavam os governadores a controlar eleições; em troca, recebiam apoio político, cargos, recursos e influência sobre seus municípios.

A política dos governadores

Durante o governo de Campos Sales (1898–1902) consolidou-se um sistema conhecido como política dos governadores. O governo federal procurava apoiar os grupos que controlavam os estados. Em troca, os governadores garantiam a eleição de deputados e senadores favoráveis ao presidente.

Essa relação dependia, em grande parte, do apoio dos chefes políticos municipais. Assim, formava-se uma rede que ligava o poder local, os governos estaduais e a presidência da República. O Congresso também possuía mecanismos que dificultavam a entrada de candidatos oposicionistas. A Comissão de Verificação de Poderes analisava os resultados eleitorais e podia impedir a posse de parlamentares considerados adversários. Essa prática ficou conhecida como degola.

A chamada “política do café com leite”

Durante muito tempo, os livros didáticos apresentaram a política da Primeira República como um simples acordo pelo qual São Paulo, maior produtor de café, e Minas Gerais, associado à pecuária e à produção de leite, se alternavam automaticamente na presidência. Essa explicação ficou conhecida como política do café com leite.

São Paulo e Minas realmente tiveram enorme importância política e fizeram alianças em vários momentos. Entretanto, a ideia de um revezamento perfeito entre os dois estados simplifica demais a realidade. Houve presidentes ligados a outros estados, disputas entre paulistas e mineiros, alianças com o Rio Grande do Sul e outras oligarquias e períodos de forte oposição entre os próprios grupos dominantes. Portanto, a expressão “café com leite” pode ser utilizada como referência didática à importância de São Paulo e Minas, mas não deve ser entendida como uma regra rígida que explicava sozinha toda a política do período.

A economia da Primeira República

Durante grande parte da Primeira República, o Brasil continuou tendo uma economia fortemente ligada à produção agrícola para exportação. O café era o principal produto brasileiro. São Paulo tornou-se o maior centro produtor, seguido por regiões de Minas Gerais e outros estados.

A expansão cafeeira movimentou enorme quantidade de capital, estimulou a construção de ferrovias, ampliou portos, favoreceu bancos, comércio e atividades industriais e atraiu grande número de trabalhadores nacionais e imigrantes.

Entretanto, a expansão constante das plantações também produziu crises de superprodução. Quando a oferta de café crescia mais do que o consumo mundial, os preços caíam.


O Convênio de Taubaté

Em 1906, representantes dos governos de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro reuniram-se na cidade paulista de Taubaté para organizar uma política de valorização do café. O plano previa a compra e o armazenamento de parte da produção excedente para reduzir a oferta no mercado e evitar uma queda ainda maior dos preços.

Inicialmente, o presidente Rodrigues Alves não apoiou integralmente o acordo. Posteriormente, políticas de valorização receberam apoio federal.

A medida protegia os produtores contra quedas muito bruscas dos preços, mas também transferia para o poder público parte dos custos envolvidos na manutenção da economia cafeeira. Além do café, outros produtos tiveram importância regional, como borracha, cacau, açúcar, algodão e erva-mate.


A industrialização e o crescimento das cidades

Embora a economia brasileira continuasse fortemente ligada ao setor agrícola, a indústria cresceu durante a Primeira República. São Paulo e Rio de Janeiro se destacaram como importantes centros industriais. O crescimento da indústria esteve relacionado a diferentes fatores. Parte dos capitais acumulados no comércio e na produção cafeeira foi investida em atividades urbanas. A imigração ampliou a disponibilidade de trabalhadores e consumidores. As ferrovias facilitaram o transporte de mercadorias. Tarifas de importação, investimentos estrangeiros e o crescimento das cidades também tiveram importância.

As primeiras indústrias concentravam-se principalmente na produção de tecidos, alimentos, bebidas, calçados e outros bens de consumo. O crescimento industrial não ocorreu apenas como consequência automática do café. Foi resultado da combinação de diferentes fatores econômicos e sociais.

O Acre e a economia da borracha

No final do século XIX e início do século XX, a borracha amazônica tornou-se um produto importante para a economia brasileira. Seu uso aumentou com a expansão das indústrias de bicicletas, automóveis e produtos elétricos.Milhares de trabalhadores, muitos deles nordestinos, migraram para a Amazônia em busca de trabalho nos seringais. A expansão brasileira sobre áreas produtoras de borracha provocou conflitos com a Bolívia, especialmente na região do Acre.

Em 1903, Brasil e Bolívia assinaram o Tratado de Petrópolis. Pelo acordo, o Acre passou ao controle brasileiro. Em troca, o Brasil pagou uma indenização à Bolívia, realizou ajustes territoriais e assumiu o compromisso de construir a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Portanto, não é correto afirmar simplesmente que o Brasil “comprou o Acre”. O território foi incorporado ao país por meio de um acordo diplomático resultado de uma disputa política, econômica e territorial.

O Brasil na Primeira Guerra Mundial

Quando a Primeira Guerra Mundial começou, em 1914, o Brasil declarou neutralidade.A situação mudou depois que submarinos alemães atacaram navios mercantes brasileiros. Em 1917, o governo brasileiro rompeu relações com a Alemanha e entrou oficialmente no conflito ao lado dos países da Entente. A participação militar brasileira foi limitada. O país enviou uma divisão naval para patrulhar o Atlântico, além de missões médicas e outros tipos de apoio. 

A guerra também teve efeitos econômicos. A dificuldade para importar produtos industriais europeus favoreceu algumas fábricas brasileiras, que passaram a atender parte da procura interna.Entretanto, a industrialização brasileira já havia começado antes da guerra. O conflito acelerou algumas atividades, mas não criou sozinho a indústria brasileira.

O movimento operário

O crescimento das cidades e das fábricas ampliou o número de trabalhadores urbanos. As condições de trabalho eram frequentemente muito difíceis. Jornadas extensas, baixos salários, trabalho feminino e infantil, acidentes e ambientes insalubres faziam parte da realidade de muitos trabalhadores.

Não existia ainda um sistema amplo de direitos trabalhistas como aquele que seria criado posteriormente. Mesmo assim, algumas leis começaram a surgir lentamente ao longo do período. Trabalhadores organizaram associações, jornais, ligas e sindicatos. Entre as correntes políticas presentes no movimento operário estavam anarquistas, socialistas e sindicalistas revolucionários.

As greves se tornaram uma das principais formas de luta. Em 1917, uma grande greve iniciada em São Paulo mobilizou dezenas de milhares de trabalhadores e teve repercussão em várias cidades brasileiras. Os trabalhadores reivindicavam aumento de salários, redução da jornada, melhores condições de trabalho e controle dos preços dos alimentos. Em 1922 foi fundado o Partido Comunista do Brasil, influenciado pelo impacto internacional da Revolução Russa e pelas experiências anteriores do movimento operário.

Conflitos sociais e movimentos populares

A Primeira República foi marcada por numerosos conflitos sociais. A mudança da Monarquia para a República não significou melhoria imediata das condições de vida para grande parte da população. A concentração de terras, a pobreza, a desigualdade, o autoritarismo político e as dificuldades de acesso a serviços públicos alimentaram diferentes formas de resistência.

Esses movimentos, entretanto, não foram todos iguais nem possuíam os mesmos objetivos. Alguns eram movimentos religiosos e comunitários; outros surgiram de conflitos urbanos, disputas por terra, condições de trabalho ou resistência à violência do Estado.

Canudos (1896–1897)

No sertão da Bahia, o líder religioso Antônio Conselheiro reuniu milhares de seguidores. Em 1893, seus seguidores se estabeleceram em uma antiga fazenda chamada Canudos, onde formaram o arraial de Belo Monte. A comunidade atraía sertanejos pobres, trabalhadores sem terra, ex-escravizados e outras pessoas que buscavam novas condições de vida.
Canudos desenvolveu uma forte organização religiosa e comunitária. Seu crescimento preocupou fazendeiros, autoridades políticas e setores da Igreja.Rumores de que Antônio Conselheiro pretendia restaurar a Monarquia também contribuíram para transformar a comunidade em inimiga do governo republicano.

Depois de três expedições militares derrotadas pelos sertanejos, o governo enviou uma quarta grande expedição. Em 1897, Belo Monte foi destruído. Milhares de seus habitantes morreram. O conflito ficou conhecido nacionalmente por meio do livro Os Sertões, publicado por Euclides da Cunha em 1902.

O Cangaço

O cangaço esteve presente principalmente nos sertões nordestinos entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX. Os cangaceiros formavam grupos armados que percorriam extensas regiões do sertão. Alguns mantinham relações com fazendeiros e chefes políticos; outros atuavam de maneira independente. Praticavam assaltos, cobranças, vinganças e também estabeleciam alianças com diferentes grupos locais.

Por isso, o cangaço não pode ser explicado apenas como simples banditismo nem como um movimento organizado de luta social. Ele estava relacionado a uma realidade marcada pela concentração de terras, disputas entre famílias, violência privada, fragilidade do poder público e desigualdade social. Entre os cangaceiros mais conhecidos estavam Antônio Silvino e, posteriormente, Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião. O grupo de Lampião ganhou grande notoriedade durante as décadas de 1920 e 1930. Lampião, Maria Bonita e outros integrantes do bando foram mortos em 1938.

A Guerra do Contestado (1912–1916)

O Contestado foi uma região disputada pelos estados do Paraná e Santa Catarina. A construção de uma estrada de ferro entre São Paulo e Rio Grande do Sul, realizada por uma empresa ligada ao capital estrangeiro, provocou a expulsão de muitas famílias que viviam nas terras utilizadas pela ferrovia e por empresas madeireiras.

A população local também enfrentava pobreza, concentração de terras e falta de reconhecimento de seus direitos. Nesse contexto, comunidades religiosas se formaram em torno de líderes conhecidos como monges. Um dos mais importantes foi José Maria. Depois da morte de José Maria em 1912, seus seguidores continuaram organizados e passaram a enfrentar forças estaduais e federais. O conflito misturava questões religiosas, disputa pela terra, resistência ao poder dos coronéis e oposição às empresas que atuavam na região. A guerra terminou em 1916, depois de violenta repressão.

A Revolta da Vacina (1904)

No início do século XX, o Rio de Janeiro enfrentava graves problemas de saneamento, habitação e doenças. O presidente Rodrigues Alves iniciou um projeto de modernização da capital. O prefeito Pereira Passos promoveu grandes reformas urbanas, com abertura de avenidas e demolição de cortiços e casas populares. Muitas famílias pobres foram expulsas do centro e obrigadas a se mudar para bairros distantes ou áreas de morro. Ao mesmo tempo, o médico Oswaldo Cruz, responsável pela saúde pública, comandava campanhas contra epidemias como febre amarela, peste bubônica e varíola.

Em 1904, o governo aprovou a vacinação obrigatória contra a varíola. A revolta popular não ocorreu apenas porque a população “não entendia a vacina”. A obrigatoriedade da vacinação se somou ao autoritarismo das reformas urbanas, à invasão de casas por agentes públicos, à falta de informação, ao desemprego e à grande insatisfação com o governo. Entre 10 e 16 de novembro, ocorreram barricadas, confrontos e destruição de bondes. O governo reprimiu a revolta e suspendeu temporariamente a obrigatoriedade da vacinação.

A Revolta da Chibata (1910)

A Marinha brasileira havia adquirido modernos navios de guerra, mas as relações disciplinares continuavam marcadas por práticas violentas.Grande parte dos marinheiros era formada por homens negros e pobres, muitos deles submetidos a baixos salários, alimentação precária e castigos físicos. Em novembro de 1910, depois que o marinheiro Marcelino Rodrigues Menezes recebeu centenas de chibatadas, marinheiros tomaram o controle de importantes navios da esquadra. O movimento foi liderado por João Cândido Felisberto, que ficou conhecido como Almirante Negro.

Os rebeldes apontaram os canhões dos navios para o Rio de Janeiro e exigiram principalmente o fim dos castigos físicos, melhores condições de trabalho e anistia. O governo prometeu atender às exigências e conceder anistia. Depois que os marinheiros devolveram os navios, porém, iniciou-se forte repressão. Muitos foram expulsos da Marinha, presos ou enviados para trabalhos forçados. João Cândido também foi preso e sofreu perseguições. A Revolta da Chibata expôs as profundas desigualdades raciais e sociais existentes dentro das Forças Armadas e da sociedade brasileira.

O Tenentismo

Na década de 1920, cresceu dentro do Exército um movimento formado principalmente por jovens oficiais conhecidos como tenentes.Esses militares criticavam a corrupção eleitoral, o coronelismo e o controle político exercido pelas oligarquias estaduais.

De maneira geral, defendiam reformas como o voto secreto, maior moralização da política, fortalecimento do governo federal e ampliação da educação pública. O tenentismo, porém, não possuía um programa político completamente uniforme. Seus participantes compartilhavam a crítica à ordem oligárquica, mas divergiam sobre as soluções para os problemas do país.

Revolta do Forte de Copacabana (1922)

Em 5 de julho de 1922, militares do Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, se rebelaram contra o governo e tentaram impedir a posse de Artur Bernardes. A revolta foi rapidamente isolada. No episódio final, um pequeno grupo deixou o forte e marchou pela Avenida Atlântica para enfrentar as tropas governistas. O episódio ficou conhecido como Os Dezoito do Forte, embora o número exato de participantes dessa marcha final seja discutido. A maioria foi morta. Entre os sobreviventes estavam Siqueira Campos e Eduardo Gomes.

Revoltas de 1924

Em 1924, uma nova rebelião tenentista ocorreu em São Paulo. Os revoltosos chegaram a controlar grande parte da cidade, enquanto tropas do governo bombardearam áreas urbanas para retomar o controle. Depois de semanas de combate, os rebeldes deixaram São Paulo e seguiram para o interior. Também ocorreram revoltas militares em outras regiões, incluindo o Rio Grande do Sul.

A Coluna Prestes

Em 1925, grupos tenentistas vindos de São Paulo e do Rio Grande do Sul se uniram. Sob a liderança de Miguel Costa e Luís Carlos Prestes, formaram a chamada Coluna Miguel Costa-Prestes, conhecida como Coluna Prestes. Durante aproximadamente dois anos, o grupo percorreu milhares de quilômetros pelo interior do Brasil. Seu objetivo era combater as forças do governo, denunciar os problemas da República e estimular oposição ao sistema oligárquico.

A Coluna não conseguiu provocar a revolta popular que esperava, mas também não foi derrotada militarmente de maneira decisiva. Em 1927, seus integrantes deixaram o território brasileiro e seguiram para o exílio. O tenentismo tornou-se um importante sinal da crise política da Primeira República.

Cultura e transformações sociais

A Primeira República também foi um período de profundas mudanças culturais. A educação ainda atingia uma parcela limitada da população, e o analfabetismo permanecia elevado. Entretanto, o crescimento das cidades ampliou o público consumidor de jornais, revistas, espetáculos, música, cinema e esportes. As cidades se tornaram espaços de circulação de novas ideias, mas também de fortes contrastes sociais.

A Semana de Arte Moderna de 1922

Em fevereiro de 1922, artistas e escritores organizaram no Theatro Municipal de São Paulo um evento que ficou conhecido como Semana de Arte Moderna. O movimento procurava renovar a arte brasileira e questionar padrões artísticos considerados excessivamente tradicionais.

Entre os participantes e organizadores estavam nomes como Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Victor Brecheret e Heitor Villa-Lobos. Manuel Bandeira não esteve presente pessoalmente, mas seu poema Os Sapos foi lido durante o evento. 

Tarsila do Amaral, embora tenha se tornado uma das maiores representantes do modernismo brasileiro, estava na Europa e não participou da Semana de 1922. A Semana não representou o nascimento repentino de toda a arte moderna no Brasil. Foi, porém, um marco importante por reunir propostas de renovação estética e abrir espaço para experiências que ganharam força ao longo da década de 1920.

Os modernistas procuravam produzir uma cultura capaz de dialogar com as transformações internacionais sem simplesmente copiar modelos europeus. A valorização de temas brasileiros, da linguagem cotidiana e das diferentes experiências culturais do país tornou-se cada vez mais importante.

Cinema, rádio, imprensa e futebol

O cinema chegou ao Brasil no final do século XIX. Em 1896 ocorreu no Rio de Janeiro uma das primeiras exibições públicas conhecidas, e pouco depois começaram a ser produzidas imagens cinematográficas no próprio país. Nas primeiras décadas do século XX, salas de cinema se espalharam pelas principais cidades. O rádio também começou a se desenvolver. Em 1922 ocorreram transmissões experimentais ligadas às comemorações do centenário da Independência. No ano seguinte, surgiu no Rio de Janeiro uma das primeiras emissoras regulares do país, a Rádio Sociedade.

A imprensa escrita cresceu e se diversificou. Grandes jornais e revistas conviviam com publicações operárias, humorísticas, literárias e políticas.O futebol, introduzido no Brasil por diferentes grupos ligados principalmente a clubes, escolas e comunidades de imigrantes no final do século XIX, tornou-se rapidamente um dos esportes mais populares do país. Embora Charles Miller tenha desempenhado papel importante na difusão do futebol em São Paulo, o esporte não foi introduzido no Brasil por uma única pessoa. Sua popularização ocorreu em diferentes cidades e ambientes sociais.

A crise da Primeira República

Ao longo da década de 1920, a estrutura política da Primeira República passou a enfrentar crescente contestação.O movimento operário, o tenentismo, as disputas entre oligarquias estaduais, o crescimento das cidades e as mudanças sociais demonstravam que o sistema político construído no final do século XIX tinha cada vez mais dificuldade para responder às transformações do país.

Em 1929, a crise econômica mundial provocada pela quebra da Bolsa de Nova York atingiu duramente a economia cafeeira brasileira. A queda do comércio internacional reduziu a procura pelo café e agravou os problemas enfrentados pelos produtores. Ao mesmo tempo, surgiu uma grave disputa pela sucessão presidencial.

O presidente Washington Luís, ligado a São Paulo, apoiou a candidatura do também paulista Júlio Prestes para as eleições de 1930. A decisão provocou o rompimento de Minas Gerais com o governo federal. Mineiros se aproximaram das lideranças do Rio Grande do Sul e da Paraíba e formaram a Aliança Liberal.

A oposição lançou a candidatura de Getúlio Vargas, então presidente do Rio Grande do Sul, para a presidência, com João Pessoa, da Paraíba, como candidato a vice-presidente. A Aliança Liberal defendia propostas como voto secreto, reformas políticas e anistia para participantes de movimentos tenentistas.

Júlio Prestes venceu as eleições realizadas em março de 1930. A oposição denunciou fraudes, embora práticas fraudulentas fossem comuns tanto entre governistas quanto entre oposicionistas durante a Primeira República.

A Revolução de 1930

Depois da derrota eleitoral, parte da Aliança Liberal passou a defender uma revolta armada. O assassinato de João Pessoa, ocorrido em julho de 1930 por motivos relacionados principalmente a disputas políticas locais na Paraíba, foi utilizado pela oposição como símbolo da crise nacional e aumentou a tensão política.

Em 3 de outubro de 1930, o movimento revolucionário começou no Rio Grande do Sul e em Minas Gerais e rapidamente se espalhou por outras regiões. Antes que as forças revolucionárias chegassem ao Rio de Janeiro, chefes militares depuseram o presidente Washington Luís em 24 de outubro. Júlio Prestes, embora eleito, não tomou posse. Em 3 de novembro de 1930, Getúlio Vargas assumiu o governo provisório. Terminava a Primeira República.

A Revolução de 1930 não pode ser entendida apenas como uma luta do “povo contra as oligarquias”. Ela reuniu oligarquias dissidentes, jovens militares, setores urbanos e outros grupos descontentes com o governo. Luís Carlos Prestes, por exemplo, recusou-se a apoiar o movimento por considerar que ele representava apenas uma troca entre grupos dominantes. Mesmo assim, 1930 representou uma importante ruptura política. O sistema de alianças estaduais construído durante a Primeira República perdeu força e iniciou-se uma nova etapa da história brasileira, marcada pela ascensão de Getúlio Vargas.

Atividades

1.    Quais fatores contribuíram para o enfraquecimento da Monarquia e para a Proclamação da República em 1889?

2.    Por que podemos afirmar que a Proclamação da República ocorreu com pouca participação popular?

3.    Quais são as duas divisões tradicionais da Primeira República e quais são seus limites como forma de explicar o período?

4.    Quais foram algumas das principais medidas adotadas pelo Governo Provisório de Deodoro da Fonseca?

5.    Explique o que foi o Encilhamento e por que ele provocou uma crise econômica.

6.    Quais foram as principais mudanças estabelecidas pela Constituição de 1891?

7.    Por que a participação política continuou limitada mesmo depois da implantação da República?

8.    Como ocorreu a primeira eleição presidencial da República?

9.    Quais fatores levaram Deodoro da Fonseca a renunciar em 1891?

10.  Por que a permanência de Floriano Peixoto na presidência foi questionada por seus adversários?

11.  Explique o que foram a Revolta da Armada e a Revolução Federalista.

12.  O que eram as oligarquias e por que elas ganharam força política durante a Primeira República?

13.  Com suas palavras, explique o funcionamento do coronelismo e do voto de cabresto.

14.  Como funcionava a política dos governadores?

15.  Por que a expressão “política do café com leite” deve ser utilizada com cuidado?

16.  Qual era a importância do café para a economia brasileira durante a Primeira República?

17.  O que foi o Convênio de Taubaté e qual era seu principal objetivo?

18.  Quais fatores contribuíram para o crescimento da industrialização brasileira durante a Primeira República?

19.  Explique como o Acre foi incorporado ao território brasileiro.

20.  De que maneira a Primeira Guerra Mundial afetou a economia e a indústria brasileira?

21.  Quais eram as principais reivindicações do movimento operário e por que a Greve de 1917 foi importante?

22.  Quais fatores contribuíram para o surgimento de Canudos e por que a comunidade foi destruída pelo governo?

23.  Por que o cangaço não pode ser definido apenas como banditismo ou como movimento de luta social?

24.  Quais problemas econômicos, sociais e territoriais estiveram presentes na Guerra do Contestado?

25.  Quais fatores explicam a Revolta da Vacina além da simples resistência da população à vacinação?

26.  Quais eram as principais reivindicações dos marinheiros durante a Revolta da Chibata?

27.  O que foi o tenentismo e quais reformas eram defendidas por seus participantes?

28.  Explique a importância da Revolta do Forte de Copacabana, das revoltas de 1924 e da Coluna Prestes.

29.  Qual foi a importância da Semana de Arte Moderna de 1922 para a cultura brasileira?

30.  Quais transformações nos meios de comunicação, no cinema, no rádio e no esporte ocorreram durante a Primeira República?

31.  De que maneira a crise econômica de 1929 contribuiu para agravar a crise política brasileira?

32.  O que foi a Aliança Liberal e quais candidatos lançou nas eleições de 1930?

33.  Quais fatores contribuíram para a Revolução de 1930?

34.  Por que a Revolução de 1930 não pode ser entendida simplesmente como uma revolta popular contra as oligarquias?

Referências bibliográficas

 

CARVALHO, José Murilo de. Os bestializados: o Rio de Janeiro e a República que não foi. São Paulo: Companhia das Letras.

CARVALHO, José Murilo de. A formação das almas: o imaginário da República no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras.

FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp.

FAUSTO, Boris (org.). História geral da civilização brasileira: o Brasil republicano. São Paulo: Difel.

FERREIRA, Jorge; DELGADO, Lucilia de Almeida Neves (org.). O Brasil Republicano: o tempo do liberalismo excludente. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.

LEAL, Victor Nunes. Coronelismo, enxada e voto. São Paulo: Companhia das Letras.

LESSA, Renato. A invenção republicana: Campos Sales, as bases e a decadência da Primeira República brasileira. Rio de Janeiro: Topbooks.

NEEDELL, Jeffrey D. Belle Époque tropical: sociedade e cultura de elite no Rio de Janeiro na virada do século. São Paulo: Companhia das Letras.

SEVCENKO, Nicolau. Literatura como missão: tensões sociais e criação cultural na Primeira República. São Paulo: Companhia das Letras.

VISCARDI, Cláudia Maria Ribeiro. O teatro das oligarquias: uma revisão da política do café com leite. Belo Horizonte: Fino Traço.

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