Após a Independência do Brasil, declarada em 7 de setembro de 1822, o país adotou a Monarquia como forma de governo. Mesmo assim, a ideia de República já havia aparecido em diferentes movimentos, como a Inconfidência Mineira (1789), a Conjuração Baiana (1798), a Revolução Pernambucana (1817) e a Guerra dos Farrapos (1835–1845).
Durante boa parte do século
XIX, porém, a Monarquia se manteve como regime político brasileiro. A partir da
década de 1870, a situação começou a mudar. Cresceram as críticas ao governo
imperial, surgiram novos grupos republicanos e aumentaram os conflitos
envolvendo setores do Exército, da Igreja e das elites econômicas.
Em 1870 foi publicado no
Rio de Janeiro o Manifesto Republicano,
documento importante para a organização do movimento que defendia o fim da
Monarquia. Poucos anos depois, republicanos ganharam força principalmente em
São Paulo e em outras regiões do país. Ao mesmo tempo, parte dos militares
passou a questionar a maneira como o Império tratava o Exército, enquanto
conflitos entre o governo e membros da Igreja Católica também contribuíram para
enfraquecer a autoridade imperial.
A Abolição da Escravidão, em 1888, representou uma das mais
importantes transformações da história brasileira. Entretanto, o fim da
escravidão também afastou da Monarquia parte dos grandes proprietários
escravistas que esperavam receber indenizações pela perda dos trabalhadores
escravizados. Isso não significa que todos os fazendeiros tenham se tornado
republicanos, mas contribuiu para reduzir ainda mais a base de apoio do
Império.
D. Pedro II ainda tentou promover reformas políticas por meio do gabinete do Visconde de Ouro Preto. As propostas não foram suficientes para conter o crescimento da oposição. Na manhã de 15 de novembro de 1889, tropas comandadas pelo marechal Deodoro da Fonseca derrubaram o gabinete imperial no Rio de Janeiro. A mudança de regime foi conduzida principalmente por militares e grupos republicanos, praticamente sem participação popular. No mesmo dia, formou-se um governo provisório republicano. A família imperial recebeu a ordem de deixar o país e embarcou para a Europa poucos dias depois. Começava a República no Brasil.
O período entre 1889 e 1930 é tradicionalmente chamado
de Primeira República ou República Velha. Para facilitar o
estudo, costuma-se dividi-lo em duas etapas: a República da Espada (1889–1894), marcada pelos governos dos
marechais Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto, e a chamada República Oligárquica (1894–1930),
caracterizada pela grande influência das oligarquias estaduais sobre a política
nacional.
Essas divisões são úteis
para o estudo, mas não devem esconder a complexidade do período. A Primeira
República foi marcada por disputas entre grupos políticos, transformações
econômicas, crescimento das cidades, industrialização, imigração, conflitos
sociais, movimentos populares e novas formas de participação política.
O governo provisório
Com a queda da Monarquia, surgiu uma questão imediata: como organizar o novo regime? Por terem desempenhado papel decisivo no golpe de 15 de novembro, os militares assumiram inicialmente o controle do governo. O marechal Deodoro da Fonseca tornou-se chefe do Governo Provisório e passou a comandar a reorganização política do país.
Entre as principais medidas adotadas estavam:
Instituição do federalismo: as antigas províncias do Império passaram a ser chamadas de estados e receberam maior autonomia política e administrativa. O governo federal continuava responsável pelas questões nacionais, como relações exteriores, defesa, moeda e legislação federal.
Separação
entre Igreja e Estado: o catolicismo deixou de ser
a religião oficial. O Estado passou a reconhecer a liberdade religiosa e foi
extinto o regime do padroado, pelo qual o governo imperial interferia em
assuntos da Igreja.

Criação
de novos símbolos nacionais: a nova República
procurou construir símbolos que representassem o regime. A atual bandeira
brasileira foi criada em 1889 por um grupo ligado ao positivismo. O lema “Ordem e Progresso” foi inspirado nas
ideias do filósofo francês Auguste Comte.
Grande naturalização: os estrangeiros que residiam no Brasil poderiam ser considerados brasileiros, a menos que declarassem a intenção de manter sua nacionalidade de origem.
Convocação de uma Assembleia Constituinte: a mudança do regime exigia uma nova Constituição, capaz de substituir a Constituição monárquica de 1824.
O Encilhamento
Durante o Governo
Provisório, o ministro da Fazenda Rui
Barbosa procurou estimular a economia e ampliar o crédito disponível para
empresas e investimentos. Bancos receberam maior possibilidade de emitir moeda
e conceder empréstimos.
A intenção era facilitar a criação de empresas e incentivar novas atividades econômicas. Entretanto, o aumento do crédito também favoreceu intensa especulação financeira. Muitas empresas foram criadas apenas no papel, ações passaram a ser negociadas de maneira exagerada e a emissão monetária contribuiu para aumentar a inflação. Esse período de euforia financeira seguido por crise ficou conhecido como Encilhamento.
Durante muito tempo, Rui
Barbosa foi apontado quase sozinho como responsável pelo problema. Hoje, porém,
sabemos que a crise foi resultado de um conjunto mais amplo de fatores,
incluindo a transição política, o aumento do crédito, a especulação e as
próprias mudanças econômicas ocorridas após o fim da escravidão.
A Constituição
de 1891
A Assembleia Constituinte iniciou seus trabalhos em novembro de 1890. Em 24 de fevereiro de 1891, foi promulgada a primeira Constituição republicana do Brasil. A nova Constituição modificou profundamente a organização política brasileira. O país passou a ser uma República Federativa presidencialista. Os estados receberam maior autonomia, e o presidente da República tornou-se chefe do Poder Executivo. O antigo Poder Moderador, existente durante o Império, foi eliminado. Permaneceram três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. O presidente teria mandato de quatro anos. Senadores e deputados continuariam formando o Congresso Nacional, mas agora dentro de uma estrutura republicana e federativa. A Constituição também estabeleceu a separação entre Igreja e Estado.
O direito ao
voto
A República ampliou formalmente o número de homens que poderiam votar ao eliminar a exigência de renda mínima que existira durante parte do período imperial. Entretanto, a participação política continuou bastante limitada. O voto era direto e aberto, isto é, não existia sigilo eleitoral. Podiam votar os homens maiores de 21 anos que não estivessem entre os grupos excluídos pela legislação. Os analfabetos, que representavam grande parte da população, não podiam votar. Também estavam excluídos soldados de baixa patente e membros de determinadas ordens religiosas submetidos a regras de obediência.
As mulheres não tiveram seu
direito ao voto reconhecido pelas autoridades eleitorais da época, embora a
Constituição não as mencionasse explicitamente entre os grupos proibidos.Assim,
apesar da mudança de Monarquia para República, a maioria da população
brasileira continuava afastada das decisões políticas.
As primeiras
eleições republicanas
A própria Assembleia
Constituinte decidiu que a primeira eleição para presidente seria indireta. Em vez da população, os
membros do Congresso escolheriam presidente e vice-presidente. A eleição ocorreu
em fevereiro de 1891. Deodoro da Fonseca venceu Prudente de Moraes para a
presidência, enquanto Floriano Peixoto foi escolhido vice-presidente. Um detalhe importante é que
presidente e vice eram votados separadamente. Por isso, Deodoro e Floriano,
embora eleitos para governar juntos, pertenciam a grupos políticos diferentes.O Governo de Deodoro da Fonseca (1891)
Depois de eleito pelo Congresso Nacional, Deodoro da Fonseca iniciou seu governo constitucional em 1891. Diferentemente do período provisório, quando governava sem uma Constituição republicana em vigor, agora o presidente precisava dividir o poder com o Congresso Nacional e respeitar as regras estabelecidas pela Constituição recém-promulgada.
Desde o início, porém, Deodoro enfrentou forte oposição no Congresso, onde havia muitos representantes ligados às oligarquias estaduais, especialmente aos grupos políticos de São Paulo. A crise econômica provocada pelo Encilhamento, as disputas entre diferentes grupos republicanos e as denúncias de favorecimento político contribuíram para aumentar o desgaste do governo.
A relação entre o presidente e o Congresso tornou-se cada vez mais tensa. Em 3 de novembro de 1891, Deodoro decidiu fechar o Congresso Nacional e anunciou a intenção de convocar novas eleições e promover mudanças na Constituição. A medida foi considerada autoritária por seus adversários e provocou forte reação de parlamentares, setores do Exército e, principalmente, da Marinha.
Poucos dias depois, oficiais da Marinha organizaram a chamada Primeira Revolta da Armada. Navios de guerra ancorados na Baía de Guanabara ameaçaram bombardear o Rio de Janeiro caso Deodoro não abandonasse suas medidas e reabrisse o Congresso.
Sem apoio político suficiente e temendo que o conflito provocasse uma guerra civil, Deodoro da Fonseca renunciou à Presidência em 23 de novembro de 1891, menos de um ano depois de ter sido eleito. Com sua renúncia, o vice-presidente Floriano Peixoto assumiu o governo, iniciando uma nova fase da República da Espada.
A chegada de Floriano ao
poder não resolveu imediatamente os problemas políticos. A própria legalidade
de seu governo foi questionada. A Constituição determinava que, se a
presidência ficasse vaga antes de completados dois anos do mandato, novas
eleições deveriam ser realizadas. Como Deodoro havia permanecido pouco tempo no
cargo, seus adversários defendiam uma nova eleição.
Floriano afirmava que essa regra não se aplicava àquela situação, já que a primeira eleição presidencial havia ocorrido de maneira indireta. O presidente permaneceu no cargo e procurou fortalecer a República. Reabriu o Congresso, afastou autoridades ligadas a Deodoro e construiu uma aliança política com setores republicanos, especialmente de São Paulo. Seu governo também procurou conter os efeitos da crise econômica e controlar manifestações contrárias ao regime. A maneira dura com que enfrentou seus adversários lhe rendeu o apelido de Marechal de Ferro. Floriano precisou enfrentar dois grandes conflitos: a Revolta da Armada e a Revolução Federalista.
A Revolta da
Armada
A Marinha possuía setores
descontentes com o governo de Floriano. Em 1893, oficiais liderados
inicialmente pelo almirante Custódio de
Melo se rebelaram e passaram a exigir mudanças políticas e a saída do
presidente. Navios de guerra ancorados na Baía de Guanabara ameaçaram
bombardear o Rio de Janeiro. O governo reagiu utilizando tropas do Exército,
fortalezas e navios adquiridos no exterior. Depois de meses de confrontos, a
revolta foi derrotada. A Revolta da Armada também se aproximou da Revolução
Federalista que acontecia no Sul do Brasil, dando dimensão nacional à crise.
A Revolução
Federalista (1893–1895)
No Rio Grande do Sul, a
disputa política entre diferentes grupos republicanos provocou uma das guerras
civis mais violentas da história brasileira. De um lado estavam os seguidores
de Júlio de Castilhos, organizados
no Partido Republicano Rio-Grandense (PRR) e defensores da Constituição
estadual de 1891, que fortalecia o Poder Executivo. Esses grupos ficaram
conhecidos como republicanos ou,
posteriormente, chimangos.
Do outro lado estavam os federalistas, liderados por figuras
como Gaspar Silveira Martins. Conhecidos como maragatos, criticavam o domínio castilhista e defendiam mudanças na
organização política do estado. A revolta começou em 1893 e rapidamente se
espalhou pelo Rio Grande do Sul. Os federalistas avançaram também por Santa
Catarina e Paraná.
Floriano Peixoto apoiou o
governo de Júlio de Castilhos, transformando a disputa regional em um conflito
diretamente relacionado à consolidação da República. A guerra foi marcada por
extrema violência, incluindo execuções e degolas realizadas pelos dois lados. O
conflito terminou apenas em 1895, já durante o governo de Prudente de Moraes.
O início dos
governos civis
Em 1894, Prudente de Moraes, político paulista,
venceu a primeira eleição presidencial direta da República e tornou-se o
primeiro presidente civil do país. Encerrava-se a chamada República da Espada e
começava uma fase marcada pela maior presença das oligarquias estaduais no controle da política nacional. Oligarquia
significa o governo ou o domínio exercido por um grupo relativamente pequeno de
pessoas. Na Primeira República, as oligarquias eram formadas principalmente por
grupos economicamente poderosos que controlavam partidos, governos estaduais e
redes políticas locais.
A política na
República Oligárquica
A Constituição de 1891
fortaleceu os estados ao estabelecer o federalismo.
Governadores passaram a controlar importantes recursos e estruturas políticas
regionais. Os estados mais ricos e politicamente organizados possuíam maior
influência na política nacional. São Paulo e Minas Gerais foram especialmente
importantes, mas não estavam sozinhos. Rio Grande do Sul, Bahia, Pernambuco,
Rio de Janeiro e outros estados também exerciam influência e participavam das
negociações que definiam candidaturas e alianças. Por isso, a política da
Primeira República não deve ser apresentada como se São Paulo e Minas Gerais
controlassem sozinhos, durante todo o período, cada decisão nacional.
Coronelismo
Uma das principais características da política da Primeira República foi o coronelismo. O coronel era geralmente um chefe político local, muitas vezes grande proprietário rural, comerciante importante ou pessoa de grande influência econômica e social. Em regiões onde o poder público era fraco, esses chefes locais podiam controlar empregos, serviços, proteção, acesso a médicos, crédito, terras e outros recursos importantes para a população. Como o voto era aberto, o eleitor podia sofrer pressão para votar nos candidatos apoiados pelo coronel. Essa influência podia ocorrer por diferentes meios: troca de favores, dependência econômica, ameaças, violência e fraudes eleitorais.
O voto controlado dessa maneira ficou conhecido como voto de cabresto. Entretanto, o coronelismo não deve ser entendido apenas como o poder absoluto de fazendeiros sobre eleitores indefesos. Tratava-se de uma rede de compromissos entre chefes locais e governos estaduais. Os coronéis ajudavam os governadores a controlar eleições; em troca, recebiam apoio político, cargos, recursos e influência sobre seus municípios.
A política dos governadores
Durante o governo de Campos Sales (1898–1902) consolidou-se
um sistema conhecido como política dos
governadores. O governo federal procurava apoiar os grupos que controlavam
os estados. Em troca, os governadores garantiam a eleição de deputados e
senadores favoráveis ao presidente.
Essa relação dependia, em
grande parte, do apoio dos chefes políticos municipais. Assim, formava-se uma
rede que ligava o poder local, os governos estaduais e a presidência da
República. O Congresso também possuía mecanismos que dificultavam a entrada de
candidatos oposicionistas. A Comissão de
Verificação de Poderes analisava os resultados eleitorais e podia impedir a
posse de parlamentares considerados adversários. Essa prática ficou conhecida
como degola.
A chamada
“política do café com leite”
Durante muito tempo, os
livros didáticos apresentaram a política da Primeira República como um simples
acordo pelo qual São Paulo, maior produtor de café, e Minas Gerais, associado à
pecuária e à produção de leite, se alternavam automaticamente na presidência. Essa
explicação ficou conhecida como política
do café com leite.
São Paulo e Minas realmente tiveram enorme importância política e fizeram alianças em vários momentos. Entretanto, a ideia de um revezamento perfeito entre os dois estados simplifica demais a realidade. Houve presidentes ligados a outros estados, disputas entre paulistas e mineiros, alianças com o Rio Grande do Sul e outras oligarquias e períodos de forte oposição entre os próprios grupos dominantes. Portanto, a expressão “café com leite” pode ser utilizada como referência didática à importância de São Paulo e Minas, mas não deve ser entendida como uma regra rígida que explicava sozinha toda a política do período.
A economia da
Primeira República
Durante grande parte da
Primeira República, o Brasil continuou tendo uma economia fortemente ligada à produção agrícola para exportação. O café era o principal produto brasileiro.
São Paulo tornou-se o maior centro produtor, seguido por regiões de Minas
Gerais e outros estados.
A expansão cafeeira
movimentou enorme quantidade de capital, estimulou a construção de ferrovias,
ampliou portos, favoreceu bancos, comércio e atividades industriais e atraiu
grande número de trabalhadores nacionais e imigrantes.
Entretanto, a expansão constante das plantações também produziu crises de superprodução. Quando a oferta de café crescia mais do que o consumo mundial, os preços caíam.
O Convênio de
Taubaté
Em 1906, representantes dos
governos de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro reuniram-se na cidade
paulista de Taubaté para organizar uma política de valorização do café. O plano
previa a compra e o armazenamento de parte da produção excedente para reduzir a
oferta no mercado e evitar uma queda ainda maior dos preços.
Inicialmente, o presidente
Rodrigues Alves não apoiou integralmente o acordo. Posteriormente, políticas de
valorização receberam apoio federal.
A medida protegia os produtores
contra quedas muito bruscas dos preços, mas também transferia para o poder
público parte dos custos envolvidos na manutenção da economia cafeeira. Além do
café, outros produtos tiveram importância regional, como borracha, cacau, açúcar, algodão e erva-mate.
A
industrialização e o crescimento das cidades
Embora a economia
brasileira continuasse fortemente ligada ao setor agrícola, a indústria cresceu
durante a Primeira República. São Paulo e Rio de Janeiro se destacaram como
importantes centros industriais. O crescimento da indústria esteve relacionado
a diferentes fatores. Parte dos capitais acumulados no comércio e na produção
cafeeira foi investida em atividades urbanas. A imigração ampliou a
disponibilidade de trabalhadores e consumidores. As ferrovias facilitaram o
transporte de mercadorias. Tarifas de importação, investimentos estrangeiros e
o crescimento das cidades também tiveram importância.
As primeiras indústrias
concentravam-se principalmente na produção de tecidos, alimentos, bebidas, calçados e outros bens de consumo. O
crescimento industrial não ocorreu apenas como consequência automática do café.
Foi resultado da combinação de diferentes fatores econômicos e sociais.
O Acre e a
economia da borracha
No final do século XIX e
início do século XX, a borracha
amazônica tornou-se um produto importante para a economia brasileira. Seu
uso aumentou com a expansão das indústrias de bicicletas, automóveis e produtos
elétricos.Milhares de trabalhadores, muitos deles nordestinos, migraram para a
Amazônia em busca de trabalho nos seringais. A expansão brasileira sobre áreas
produtoras de borracha provocou conflitos com a Bolívia, especialmente na
região do Acre.
Em 1903, Brasil e Bolívia
assinaram o Tratado de Petrópolis.
Pelo acordo, o Acre passou ao controle brasileiro. Em troca, o Brasil pagou uma
indenização à Bolívia, realizou ajustes territoriais e assumiu o compromisso de
construir a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Portanto, não é correto afirmar
simplesmente que o Brasil “comprou o Acre”. O território foi incorporado ao
país por meio de um acordo diplomático resultado de uma disputa política,
econômica e territorial.
O Brasil na Primeira Guerra Mundial
Quando a Primeira Guerra Mundial começou, em 1914, o Brasil declarou neutralidade.A situação mudou depois que submarinos alemães atacaram navios mercantes brasileiros. Em 1917, o governo brasileiro rompeu relações com a Alemanha e entrou oficialmente no conflito ao lado dos países da Entente. A participação militar brasileira foi limitada. O país enviou uma divisão naval para patrulhar o Atlântico, além de missões médicas e outros tipos de apoio.
A guerra também teve efeitos econômicos. A dificuldade para importar produtos industriais europeus favoreceu algumas fábricas brasileiras, que passaram a atender parte da procura interna.Entretanto, a industrialização brasileira já havia começado antes da guerra. O conflito acelerou algumas atividades, mas não criou sozinho a indústria brasileira.
O movimento
operário
O crescimento das cidades e
das fábricas ampliou o número de trabalhadores urbanos. As condições de
trabalho eram frequentemente muito difíceis. Jornadas extensas, baixos
salários, trabalho feminino e infantil, acidentes e ambientes insalubres faziam
parte da realidade de muitos trabalhadores.
Não existia ainda um
sistema amplo de direitos trabalhistas como aquele que seria criado
posteriormente. Mesmo assim, algumas leis começaram a surgir lentamente ao
longo do período. Trabalhadores organizaram associações, jornais, ligas e
sindicatos. Entre as correntes políticas presentes no movimento operário
estavam anarquistas, socialistas e
sindicalistas revolucionários.
As greves se tornaram uma
das principais formas de luta. Em 1917,
uma grande greve iniciada em São Paulo mobilizou dezenas de milhares de
trabalhadores e teve repercussão em várias cidades brasileiras. Os
trabalhadores reivindicavam aumento de salários, redução da jornada, melhores
condições de trabalho e controle dos preços dos alimentos. Em 1922 foi fundado
o Partido Comunista do Brasil,
influenciado pelo impacto internacional da Revolução Russa e pelas experiências
anteriores do movimento operário.
Conflitos
sociais e movimentos populares
A Primeira República foi
marcada por numerosos conflitos sociais. A mudança da Monarquia para a
República não significou melhoria imediata das condições de vida para grande
parte da população. A concentração de terras, a pobreza, a desigualdade, o
autoritarismo político e as dificuldades de acesso a serviços públicos
alimentaram diferentes formas de resistência.
Esses movimentos,
entretanto, não foram todos iguais nem possuíam os mesmos objetivos. Alguns
eram movimentos religiosos e comunitários; outros surgiram de conflitos
urbanos, disputas por terra, condições de trabalho ou resistência à violência
do Estado.
Canudos
(1896–1897)
No sertão da Bahia, o líder
religioso Antônio Conselheiro reuniu
milhares de seguidores. Em 1893, seus seguidores se estabeleceram em uma antiga
fazenda chamada Canudos, onde formaram o arraial de Belo Monte. A comunidade atraía sertanejos pobres, trabalhadores
sem terra, ex-escravizados e outras pessoas que buscavam novas condições de
vida.
Canudos desenvolveu uma
forte organização religiosa e comunitária. Seu crescimento preocupou fazendeiros,
autoridades políticas e setores da Igreja.Rumores de que Antônio Conselheiro
pretendia restaurar a Monarquia também contribuíram para transformar a
comunidade em inimiga do governo republicano.
Depois de três expedições
militares derrotadas pelos sertanejos, o governo enviou uma quarta grande
expedição. Em 1897, Belo Monte foi
destruído. Milhares de seus habitantes morreram. O conflito ficou conhecido
nacionalmente por meio do livro Os
Sertões, publicado por Euclides da
Cunha em 1902.
O Cangaço
O cangaço esteve presente principalmente nos sertões nordestinos entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX. Os cangaceiros formavam grupos armados que percorriam extensas regiões do sertão. Alguns mantinham relações com fazendeiros e chefes políticos; outros atuavam de maneira independente. Praticavam assaltos, cobranças, vinganças e também estabeleciam alianças com diferentes grupos locais.
Por isso, o cangaço não
pode ser explicado apenas como simples banditismo nem como um movimento organizado
de luta social. Ele estava relacionado a uma realidade marcada pela
concentração de terras, disputas entre famílias, violência privada, fragilidade
do poder público e desigualdade social. Entre os cangaceiros mais conhecidos
estavam Antônio Silvino e,
posteriormente, Virgulino Ferreira da
Silva, o Lampião. O grupo de Lampião ganhou grande notoriedade durante as
décadas de 1920 e 1930. Lampião, Maria Bonita e outros integrantes do bando
foram mortos em 1938.
A Guerra do
Contestado (1912–1916)
O Contestado foi uma região disputada pelos estados do Paraná e Santa
Catarina. A construção de uma estrada de ferro entre São Paulo e Rio Grande do
Sul, realizada por uma empresa ligada ao capital estrangeiro, provocou a
expulsão de muitas famílias que viviam nas terras utilizadas pela ferrovia e
por empresas madeireiras.
A população local também
enfrentava pobreza, concentração de terras e falta de reconhecimento de seus
direitos. Nesse contexto, comunidades religiosas se formaram em torno de
líderes conhecidos como monges. Um dos mais importantes foi José Maria. Depois da morte de José
Maria em 1912, seus seguidores continuaram organizados e passaram a enfrentar
forças estaduais e federais. O conflito misturava questões religiosas, disputa
pela terra, resistência ao poder dos coronéis e oposição às empresas que
atuavam na região. A guerra terminou em 1916, depois de violenta repressão.
A Revolta da Vacina (1904)
No início do século XX, o
Rio de Janeiro enfrentava graves problemas de saneamento, habitação e doenças. O
presidente Rodrigues Alves iniciou
um projeto de modernização da capital. O prefeito Pereira Passos promoveu
grandes reformas urbanas, com abertura de avenidas e demolição de cortiços e
casas populares. Muitas famílias pobres foram expulsas do centro e obrigadas a
se mudar para bairros distantes ou áreas de morro. Ao mesmo tempo, o médico Oswaldo Cruz, responsável pela saúde
pública, comandava campanhas contra epidemias como febre amarela, peste
bubônica e varíola.
Em 1904, o governo
aprovou a vacinação obrigatória contra a varíola. A revolta popular não ocorreu
apenas porque a população “não entendia a vacina”. A obrigatoriedade da
vacinação se somou ao autoritarismo das reformas urbanas, à invasão de casas
por agentes públicos, à falta de informação, ao desemprego e à grande
insatisfação com o governo. Entre 10 e 16 de novembro, ocorreram barricadas,
confrontos e destruição de bondes. O governo reprimiu a revolta e suspendeu
temporariamente a obrigatoriedade da vacinação.
A Revolta da
Chibata (1910)
A Marinha brasileira havia adquirido modernos navios de guerra, mas as relações disciplinares continuavam marcadas por práticas violentas.Grande parte dos marinheiros era formada por homens negros e pobres, muitos deles submetidos a baixos salários, alimentação precária e castigos físicos. Em novembro de 1910, depois que o marinheiro Marcelino Rodrigues Menezes recebeu centenas de chibatadas, marinheiros tomaram o controle de importantes navios da esquadra. O movimento foi liderado por João Cândido Felisberto, que ficou conhecido como Almirante Negro.
Os rebeldes apontaram os
canhões dos navios para o Rio de Janeiro e exigiram principalmente o fim dos
castigos físicos, melhores condições de trabalho e anistia. O governo prometeu
atender às exigências e conceder anistia. Depois que os marinheiros devolveram
os navios, porém, iniciou-se forte repressão. Muitos foram expulsos da Marinha,
presos ou enviados para trabalhos forçados. João Cândido também foi preso e
sofreu perseguições. A Revolta da Chibata expôs as profundas desigualdades
raciais e sociais existentes dentro das Forças Armadas e da sociedade
brasileira.
O Tenentismo
Na década de 1920,
cresceu dentro do Exército um movimento formado principalmente por jovens
oficiais conhecidos como tenentes.Esses
militares criticavam a corrupção eleitoral, o coronelismo e o controle político
exercido pelas oligarquias estaduais.
De maneira geral,
defendiam reformas como o voto secreto,
maior moralização da política, fortalecimento do governo federal e ampliação da
educação pública. O tenentismo, porém, não possuía um programa político
completamente uniforme. Seus participantes compartilhavam a crítica à ordem
oligárquica, mas divergiam sobre as soluções para os problemas do país.
Revolta do Forte
de Copacabana (1922)
Em 5 de julho de 1922,
militares do Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, se rebelaram contra o
governo e tentaram impedir a posse de Artur Bernardes. A revolta foi
rapidamente isolada. No episódio final, um pequeno grupo deixou o forte e
marchou pela Avenida Atlântica para enfrentar as tropas governistas. O episódio
ficou conhecido como Os Dezoito do Forte,
embora o número exato de participantes dessa marcha final seja discutido. A
maioria foi morta. Entre os sobreviventes estavam Siqueira Campos e Eduardo
Gomes.
Revoltas de 1924
Em 1924, uma nova
rebelião tenentista ocorreu em São Paulo. Os revoltosos chegaram a controlar
grande parte da cidade, enquanto tropas do governo bombardearam áreas urbanas
para retomar o controle. Depois de semanas de combate, os rebeldes deixaram São
Paulo e seguiram para o interior. Também ocorreram revoltas militares em outras
regiões, incluindo o Rio Grande do Sul.
A Coluna Prestes
Em 1925, grupos
tenentistas vindos de São Paulo e do Rio Grande do Sul se uniram. Sob a liderança
de Miguel Costa e Luís Carlos Prestes, formaram a chamada
Coluna Miguel Costa-Prestes,
conhecida como Coluna Prestes. Durante aproximadamente dois anos, o grupo
percorreu milhares de quilômetros pelo interior do Brasil. Seu objetivo era
combater as forças do governo, denunciar os problemas da República e estimular
oposição ao sistema oligárquico.
A Coluna não conseguiu
provocar a revolta popular que esperava, mas também não foi derrotada
militarmente de maneira decisiva. Em 1927, seus integrantes deixaram o
território brasileiro e seguiram para o exílio. O tenentismo tornou-se um
importante sinal da crise política da Primeira República.
Cultura e transformações sociais
A Primeira República também
foi um período de profundas mudanças culturais. A educação ainda atingia uma
parcela limitada da população, e o analfabetismo permanecia elevado.
Entretanto, o crescimento das cidades ampliou o público consumidor de jornais,
revistas, espetáculos, música, cinema e esportes. As cidades se tornaram
espaços de circulação de novas ideias, mas também de fortes contrastes sociais.
A Semana de Arte
Moderna de 1922
Em fevereiro de 1922,
artistas e escritores organizaram no Theatro
Municipal de São Paulo um evento que ficou conhecido como Semana de Arte Moderna. O movimento
procurava renovar a arte brasileira e questionar padrões artísticos
considerados excessivamente tradicionais.
Entre os participantes e
organizadores estavam nomes como Mário
de Andrade, Oswald de Andrade, Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Victor Brecheret
e Heitor Villa-Lobos. Manuel
Bandeira não esteve presente pessoalmente, mas seu poema Os Sapos foi lido durante o evento.
Tarsila do Amaral, embora tenha se
tornado uma das maiores representantes do modernismo brasileiro, estava na
Europa e não participou da Semana de 1922. A Semana não representou o
nascimento repentino de toda a arte moderna no Brasil. Foi, porém, um marco
importante por reunir propostas de renovação estética e abrir espaço para
experiências que ganharam força ao longo da década de 1920.
Os modernistas procuravam
produzir uma cultura capaz de dialogar com as transformações internacionais sem
simplesmente copiar modelos europeus. A valorização de temas brasileiros, da
linguagem cotidiana e das diferentes experiências culturais do país tornou-se
cada vez mais importante.
Cinema, rádio,
imprensa e futebol
O cinema chegou ao Brasil
no final do século XIX. Em 1896 ocorreu no Rio de Janeiro uma das primeiras
exibições públicas conhecidas, e pouco depois começaram a ser produzidas
imagens cinematográficas no próprio país. Nas primeiras décadas do século XX,
salas de cinema se espalharam pelas principais cidades. O rádio também começou a se desenvolver. Em 1922 ocorreram
transmissões experimentais ligadas às comemorações do centenário da Independência.
No ano seguinte, surgiu no Rio de Janeiro uma das primeiras emissoras regulares
do país, a Rádio Sociedade.
A imprensa escrita cresceu
e se diversificou. Grandes jornais e revistas conviviam com publicações
operárias, humorísticas, literárias e políticas.O futebol, introduzido no Brasil por diferentes grupos ligados
principalmente a clubes, escolas e comunidades de imigrantes no final do século
XIX, tornou-se rapidamente um dos esportes mais populares do país. Embora
Charles Miller tenha desempenhado papel importante na difusão do futebol em São
Paulo, o esporte não foi introduzido no Brasil por uma única pessoa. Sua
popularização ocorreu em diferentes cidades e ambientes sociais.
A crise da
Primeira República
Ao longo da década de 1920,
a estrutura política da Primeira República passou a enfrentar crescente
contestação.O movimento operário, o tenentismo, as disputas entre oligarquias
estaduais, o crescimento das cidades e as mudanças sociais demonstravam que o
sistema político construído no final do século XIX tinha cada vez mais
dificuldade para responder às transformações do país.
Em 1929, a crise econômica mundial provocada pela
quebra da Bolsa de Nova York atingiu duramente a economia cafeeira brasileira.
A queda do comércio internacional reduziu a procura pelo café e agravou os
problemas enfrentados pelos produtores. Ao mesmo tempo, surgiu uma grave
disputa pela sucessão presidencial.
O presidente Washington Luís, ligado a São Paulo,
apoiou a candidatura do também paulista Júlio
Prestes para as eleições de 1930. A decisão provocou o rompimento de Minas
Gerais com o governo federal. Mineiros se aproximaram das lideranças do Rio
Grande do Sul e da Paraíba e formaram a Aliança
Liberal.
A oposição lançou a
candidatura de Getúlio Vargas, então
presidente do Rio Grande do Sul, para a presidência, com João Pessoa, da Paraíba, como candidato a vice-presidente. A
Aliança Liberal defendia propostas como voto secreto, reformas políticas e
anistia para participantes de movimentos tenentistas.
A Revolução de
1930
Depois da derrota eleitoral,
parte da Aliança Liberal passou a defender uma revolta armada. O assassinato de
João Pessoa, ocorrido em julho de 1930 por motivos relacionados principalmente
a disputas políticas locais na Paraíba, foi utilizado pela oposição como
símbolo da crise nacional e aumentou a tensão política.
Em 3 de outubro de 1930, o movimento revolucionário começou no Rio
Grande do Sul e em Minas Gerais e rapidamente se espalhou por outras regiões. Antes
que as forças revolucionárias chegassem ao Rio de Janeiro, chefes militares
depuseram o presidente Washington Luís em 24
de outubro. Júlio Prestes, embora eleito, não tomou posse. Em 3 de novembro
de 1930, Getúlio Vargas assumiu o
governo provisório. Terminava a Primeira República.
A Revolução de 1930 não
pode ser entendida apenas como uma luta do “povo contra as oligarquias”. Ela
reuniu oligarquias dissidentes, jovens militares, setores urbanos e outros
grupos descontentes com o governo. Luís Carlos Prestes, por exemplo, recusou-se
a apoiar o movimento por considerar que ele representava apenas uma troca entre
grupos dominantes. Mesmo assim, 1930 representou uma importante ruptura
política. O sistema de alianças estaduais construído durante a Primeira
República perdeu força e iniciou-se uma nova etapa da história brasileira,
marcada pela ascensão de Getúlio Vargas.
Atividades
1.
Quais fatores contribuíram para
o enfraquecimento da Monarquia e para a Proclamação da República em 1889?
2.
Por que podemos afirmar que a
Proclamação da República ocorreu com pouca participação popular?
3.
Quais são as duas divisões
tradicionais da Primeira República e quais são seus limites como forma de
explicar o período?
4.
Quais foram algumas das
principais medidas adotadas pelo Governo Provisório de Deodoro da Fonseca?
5.
Explique o que foi o
Encilhamento e por que ele provocou uma crise econômica.
6.
Quais foram as principais
mudanças estabelecidas pela Constituição de 1891?
7.
Por que a participação política
continuou limitada mesmo depois da implantação da República?
8.
Como ocorreu a primeira eleição
presidencial da República?
9.
Quais fatores levaram Deodoro
da Fonseca a renunciar em 1891?
10. Por que a permanência de Floriano Peixoto na presidência foi
questionada por seus adversários?
11. Explique o que foram a Revolta da Armada e a Revolução Federalista.
12. O que eram as oligarquias e por que elas ganharam força política
durante a Primeira República?
13. Com suas palavras, explique o funcionamento do coronelismo e do voto
de cabresto.
14. Como funcionava a política dos governadores?
15. Por que a expressão “política do café com leite” deve ser utilizada
com cuidado?
16. Qual era a importância do café para a economia brasileira durante a
Primeira República?
17. O que foi o Convênio de Taubaté e qual era seu principal objetivo?
18. Quais fatores contribuíram para o crescimento da industrialização brasileira
durante a Primeira República?
19. Explique como o Acre foi incorporado ao território brasileiro.
20. De que maneira a Primeira Guerra Mundial afetou a economia e a
indústria brasileira?
21. Quais eram as principais reivindicações do movimento operário e por
que a Greve de 1917 foi importante?
22. Quais fatores contribuíram para o surgimento de Canudos e por que a
comunidade foi destruída pelo governo?
23. Por que o cangaço não pode ser definido apenas como banditismo ou
como movimento de luta social?
24. Quais problemas econômicos, sociais e territoriais estiveram
presentes na Guerra do Contestado?
25. Quais fatores explicam a Revolta da Vacina além da simples
resistência da população à vacinação?
26. Quais eram as principais reivindicações dos marinheiros durante a
Revolta da Chibata?
27. O que foi o tenentismo e quais reformas eram defendidas por seus
participantes?
28. Explique a importância da Revolta do Forte de Copacabana, das
revoltas de 1924 e da Coluna Prestes.
29. Qual foi a importância da Semana de Arte Moderna de 1922 para a cultura
brasileira?
30. Quais transformações nos meios de comunicação, no cinema, no rádio e
no esporte ocorreram durante a Primeira República?
31. De que maneira a crise econômica de 1929 contribuiu para agravar a
crise política brasileira?
32. O que foi a Aliança Liberal e quais candidatos lançou nas eleições
de 1930?
33. Quais fatores contribuíram para a Revolução de 1930?
34. Por que a Revolução de 1930 não pode ser entendida simplesmente como
uma revolta popular contra as oligarquias?
Referências bibliográficas
CARVALHO, José Murilo de. Os bestializados: o Rio de Janeiro e a
República que não foi. São Paulo: Companhia das Letras.
CARVALHO, José Murilo de. A formação das almas: o imaginário da
República no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras.
FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp.
FAUSTO, Boris (org.). História geral da civilização brasileira: o Brasil republicano. São
Paulo: Difel.
FERREIRA, Jorge; DELGADO, Lucilia de Almeida
Neves (org.). O Brasil Republicano: o
tempo do liberalismo excludente. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.
LEAL, Victor Nunes. Coronelismo, enxada e voto. São Paulo: Companhia das Letras.
LESSA, Renato. A invenção republicana: Campos Sales, as bases e a decadência da
Primeira República brasileira. Rio de Janeiro: Topbooks.
NEEDELL, Jeffrey D. Belle Époque tropical: sociedade e cultura de elite no Rio de Janeiro
na virada do século. São Paulo: Companhia das Letras.
SEVCENKO, Nicolau. Literatura como missão: tensões sociais e criação cultural na Primeira
República. São Paulo: Companhia das Letras.
VISCARDI, Cláudia Maria Ribeiro. O teatro das oligarquias: uma revisão da
política do café com leite. Belo Horizonte: Fino Traço.


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