Apesar do caráter democrático da
constituição de 1934, as novas leis eleitorais não tiveram validade para
escolha do novo presidente. No dia 17 de julho, um dia após a divulgação da
carta constitucional, a Assembleia Constituinte foi transformada em Congresso
Nacional, que teria, como primeiro compromisso, eleger indiretamente o
presidente da república. Getúlio Vargas recebeu 175 votos contra 59 votos de
seu tradicional rival político no Rio Grande do Sul, Borges de Medeiros. Vargas
assumiu o cargo de presidente para um mandato de quatro anos tendo dessa vez
uma constituição em vigor. O período foi
interrompido em 1937 com o Golpe do Estado Novo que iniciou a fase ditatorial
de Getúlio como presidente do Brasil.
A partir do século XV as potências mais desenvolvidas passaram a sentir a necessidade de expandir seus mercados. Nesse primeiro período, portugueses, espanhóis, ingleses e franceses estabeleceram, na América, colônias que ao serem exploradas garantiam grandes lucros. Entretanto, no século XIX grandes transformações políticas e econômicas e o rompimento do chamado sistema colonial provocaram o início de uma nova disputa por colônias, essencialmente ligada as consequências da Segunda Revolução Industrial. Com o assombroso aumento da produção verificado nesse momento, as grandes potências iniciaram uma nova corrida colonial em busca de mercados consumidores de produtos industrializados e fornecedores de matérias-primas. Nesse novo sistema colonial, chamado de imperialismo [1] , a África e boa parte da Ásia foram dominadas e divididas entre as principais potências capitalistas do período.

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