No dia 19 de março de 1945
Adolf Hitler assinou o Decreto Nero pelo qual ordenava a destruição da infraestrutura
da Alemanha e dos países ocupados procurando evitar assim que as tropas
aliadas, especialmente as soviéticas pudessem ter facilitada acesso aos
domínios nazistas e possíveis vantagens de logística ou sustento para a
operação de ataque. Felizmente, a ordem foi deliberadamente desobedecida por
Albert Speer, arquiteto-chefe e ministro do Armamento do Terceiro Reich. Hitler
só soube disso no final da guerra, quando Speer, que visitava o führer em seu
bunker em Berlim, admitiu a ele sua desobediência. O líder nazista ficou
furioso com seu ministro, mas permitiu que ele partisse. A medida de
Hitler se chamava originalmente "Demolições do território do Reich" e
ficou conhecido como Decreto Nero, em alusão ao imperador romano que teria
incendiado Roma em 64 d.C. Hitler teria cometido suicídio em 30 de abril
de 1945, 42 dias após a emissão do decreto. Pouco depois, em 7 de maio de 1945,
o general Alfred Jodl assinou a rendição militar alemã.
A partir do século XV as potências mais desenvolvidas passaram a sentir a necessidade de expandir seus mercados. Nesse primeiro período, portugueses, espanhóis, ingleses e franceses estabeleceram, na América, colônias que ao serem exploradas garantiam grandes lucros. Entretanto, no século XIX grandes transformações políticas e econômicas e o rompimento do chamado sistema colonial provocaram o início de uma nova disputa por colônias, essencialmente ligada as consequências da Segunda Revolução Industrial. Com o assombroso aumento da produção verificado nesse momento, as grandes potências iniciaram uma nova corrida colonial em busca de mercados consumidores de produtos industrializados e fornecedores de matérias-primas. Nesse novo sistema colonial, chamado de imperialismo [1] , a África e boa parte da Ásia foram dominadas e divididas entre as principais potências capitalistas do período.

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